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STJD promove debate sobre desafios e oportunidades do futebol feminino em evento na OAB/PB

20 de março às 20:00

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) realizou, nesta sexta-feira (20), o evento “Mulheres, Justiça e Futebol: Desafios e Oportunidades da Modalidade Feminina no Brasil”, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB/PB), em João Pessoa.

O encontro reuniu representantes da Justiça Desportiva, dirigentes, especialistas e atletas para debater os avanços, desafios e perspectivas do futebol feminino no país.

A iniciativa integrou a programação do STJD Itinerante e promoveu um espaço de diálogo sobre igualdade de oportunidades, combate à violência e fortalecimento da presença feminina no futebol e nas instituições esportivas. O evento também marcou o lançamento do Protocolo de Atuação e Julgamento com Perspectiva de Gênero no âmbito da Justiça Desportiva do Futebol, documento que estabelece diretrizes para orientar a análise e o julgamento de casos que envolvam questões de gênero no futebol brasileiro.

Durante a abertura, o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo, destacou o momento histórico vivido pela Justiça Desportiva com o aumento da participação feminina.

— “Tenho um orgulho muito grande de fazer parte deste momento da Justiça Desportiva, que conta cada vez mais com a presença e participação das mulheres. Esse cenário reflete sensibilidade, consciência e um trabalho que impacta não apenas a cultura da Justiça Desportiva, mas também a cultura do futebol”, afirmou.

Integrante do Pleno do STJD e responsável pela organização do evento, a auditora Mariana Barreiras enfatizou que o debate sobre igualdade de gênero no futebol precisa envolver diferentes vozes e perspectivas.

— “Desde o início dessa composição, pensamos em um evento que não fosse apenas de mulheres falando sobre mulheres e para mulheres. Queremos mesas com homens e mulheres dialogando, porque acreditamos que é desse diálogo franco que nascem compromissos concretos”, destacou.

Mariana Barreiras também ressaltou a importância de lideranças femininas que abrem caminhos para novas gerações no esporte e nas instituições.

— “Não basta ocupar o espaço; é preciso ocupá-lo com competência e deixar um legado para que outras mulheres possam seguir essa trilha.”

Justiça, igualdade de gênero e a presença de mulheres nos espaços decisórios

Ao lado das procuradoras do STJD Luciana Mattar e Rita Bueno, e da presidente da Terceira Comissão do STJD, Adriene Hassen, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, apresentou iniciativas adotadas pela entidade para fortalecer o futebol feminino e ampliar as condições de trabalho das atletas.

Segundo ele, a CBF implementou mudanças importantes, como o aumento das cotas de participação para equipes femininas, a exigência de contratos formais de trabalho para atletas na principal categoria da modalidade e políticas voltadas às jogadoras lactantes.

— “O futebol é uma ferramenta social muito importante. Nós entramos nos lares, em todos os lugares, e precisamos aproveitar essa força para fazer coisas positivas e levar também a nossa luta contra a violência, especialmente contra a violência contra as mulheres”, afirmou.

Futebol feminino no Brasil: desafios e oportunidades

Mediado pela auditora da Quarta Comissão do STJD, Juliana Camões, o segundo painel contou com a participação de José Leonardo Pinto, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Desporto e Defesa do Torcedor; Jacqueline Ribeiro, presidente do Miramar Esporte Club; Larissa Bonates, auditora do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba; da ex-jogadora da Seleção Brasileira de Futebol, Formiga; e da presidente da Federação Paraibana de Futebol e vice-presidente da CBF, Michelle Ramalho. Michelle destacou a importância de ampliar a participação feminina em todos os espaços do futebol, dentro e fora de campo.

— “Mulheres não têm que julgar apenas processos de mulheres. Da mesma forma, árbitras não precisam apitar somente jogos femininos. O futebol ainda é um ambiente predominantemente masculino, mas precisamos abrir cada vez mais espaço para que as mulheres participem e ocupem esses lugares”, afirmou.

A presidente da Federação Paraibana também reforçou a necessidade de conscientização e incentivo para que mais mulheres ingressem no universo do futebol.

— “A minha fala é um convite para que as mulheres participem e para que os homens também apoiem esse processo.”

Referência histórica do futebol feminino, Formiga compartilhou sua trajetória e ressaltou a importância da persistência na luta por espaço e reconhecimento.

— “É importante permanecer, lutar e resistir para abrir portas para as meninas que estão vindo. Tive momentos em que pensei em desistir, mas persisti não apenas por mim, mas por todas as mulheres que ainda vão ocupar esses espaços.”

A ex-atleta também destacou a necessidade de ampliar oportunidades dentro e fora das quatro linhas, incentivando a formação e a participação de ex-jogadoras em funções de liderança e gestão no esporte.

O evento reforçou o compromisso do STJD e das instituições do futebol com o fortalecimento do futebol feminino e com a promoção de um ambiente esportivo mais igualitário, seguro e inclusivo para atletas, profissionais e torcedores.


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