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3 CD - 30/04/26

Presidente e atacante do Vitória suspensos

30 de abril às 15:15

As declarações pós-jogo contra o Athletico/PR no último fim de semana renderam punições a integrantes do Vitória. Julgados nesta quinta-feira, dia 30 de abril, o presidente Fábio Mota foi suspenso por 30 dias e o atacante Erick punido com duas partidas de suspensão, enquanto o técnico Jair Ventura absolvido. A decisão é da Terceira Comissão Disciplinar e cabe recurso ao Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol.

Descontentes com a atuação da arbitragem da partida contra o Athletico/PR, o trio do Vitória disparou críticas em entrevista após o fim da partida.

Em entrevista, Erick declarou que o time foi "roubado de novo", lembrando o jogo anterior do Vitória, contra o Flamengo, em que o time reclamou também da arbitragem. Jair Ventura disse que o caso iria "acabar em pizza", e o presidente Fábio Mota afirmou que as decisões tomadas pelo árbitro foram um "escândalo".

Os três foram denunciados pela Procuradoria do STJD por infração ao artigo 258, inciso II, do CBJD por reclamação desrespeitosa contra a equipe de arbitragem.

Como foi o julgamento:

Presentes de forma virtual, os denunciados prestaram depoimento:

— "Falta de uniformização em casos idênticos com decisões diferentes. Faltam critérios nas decisões", disse o presidente Fábio Mota ao ser perguntado sobre a fala de escândalo. O presidente criticou ainda a não profissionalização da arbitragem e afirmou ter feito uma representação na Comissão de Arbitragem após a partida contra o Flamengo e contra o Athletico.

O técnico Jair Ventura falou sobre o termo “Acabar em pizza”.

— "É um jargão popular quando se tem ausência de consequências administrativas. A comissão de arbitragem falou para a gente que houve erros nos dois jogos. Eles reconheceram. Se eles reconhecem os erros e não têm consequência administrativa isso não termina em pizza? Reconheceram os erros e nada foi feito. O empate não vai voltar, o vermelho não vai voltar, a suspensão não vai haver. Só quis dizer que reconheceram os erros e nada foi feito. Não desrespeitei ninguém e não fui ofensivo."

O atacante Erick afirmou que foi infeliz e se pronunciou no calor do momento.

— "Primeira vez que estou aqui e tenho mais de 300 jogos na carreira. Depois do jogo estava exaltado e acabei falando aquilo. Fui infeliz na minha fala, mas na verdade queria dizer que minha equipe foi prejudicada".

O advogado Matheus Saleão defendeu os três denunciados e pediu a absolvição de todos afirmando que as falas não preenchem os pré requisitos do artigo 258, inciso II, do CBJD.

Apesar do pedido, o relator do processo entendeu pela procedência da denúncia ao presidente Fábio Mota e Erick e acolheu o pedido da defesa com relação ao técnico Jair Ventura. O relator Rafael Bozzano acrescentou:

— “Presidente Fábio Mota, em que pese a manifestação e justificativas, entendo que não foi suficiente para afastar sua responsabilidade. A representação feita para a comissão de arbitragem foi em uma reclamação em tom respeitoso e não como a concedida em entrevista que extrapolou o limite razoável.Aplico 30 dias de suspensão.

O técnico Jair Ventura observo que ele não fala diretamente e entendo que não houve desrespeito para se configurar uma infração disciplinar.

Já o atleta Erick, por diversas vezes, julgamos e condenamos a fala como ofensa no artigo 243-F. Não podemos mudar a tipificação para conduta mais gravosa, mas o artigo 258 prevê a punição de até seis partidas. A declaração é extremamente gravosa em razão das palavras proferidas. Na dosimetria, aplico a pena de três partidas”, explicou.

O auditor José Maria Philomeno acompanhou o relator na pena do presidente e na absolvição do técnico Jair e divergiu para aplicar uma partida de suspensão a Erick. De igual modo, o auditor George Ramalho e a presidente Adriene Hassen, acompanharam a pena do presidente Fábio e na absolvição do técnico Jair Ventura e divergiram do relator para fixar a pena de dois jogos ao atleta Erick.


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