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Pleno reforma e adverte Guto Ferreira
29/04/2021 12h39 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol julgou procedente o recurso da Procuradoria para punir o técnico Guto Ferreira por reclamação desrespeitosa. Absolvido em primeira instância, o treinador do Ceará foi julgado nesta quinta, dia 29 de abril, e teve a decisão reformada para a pena de advertência. A decisão foi proferida por maioria dos votos.

A expulsão de Guto ocorreu na partida contra o Flamengo, pela Série A do Brasileiro 2020. Na ocasião o quarto árbitro solicitou que o treinador se acalmasse recebendo como resposta e aos gritos as palavras: “Calma é o c*”. Guto foi expulso imediatamente e deixou a área técnica sem problemas.

Denunciado por reclamação desrespeitosa, Guto foi absolvido em primeira instância por maioria dos votos. A Procuradoria recorreu pedindo a punição do técnico do Ceará.

Diante do Pleno, o Procurador-geral Ronaldo Piacente justificou o pedido de reforma da decisão. “Caso muito simples e exatamente o que consta no relatório. No transcorrer do jogo o treinador xinga e reclama desrespeitosamente com o quarto árbitro e o árbitro para o jogo e dá o cartão vermelho. Minha preocupação é abrir precedente de que pode falar, reclamar e xingar com o árbitro. A Procuradoria pede que não mantenha a absolvição para que não se crie um precedente”, explicou.

Em lado oposto, o advogado Osvaldo Sestário defendeu o técnico Guto. “Processo relatado em Comissão pelo Dr. Cançado que já foi membro do Pleno desse tribunal. No acórdão ele faz a menção que viu a prova de vídeo e que o quarto árbitro falou para o treinador se acalmar e menciona que não viu infração disciplinar e que não resta prova de que as palavras foram dirigidas ao árbitro. Não vejo qualquer gravidade nas palavras ditas pelo treinador, ainda mais se não foi dirigida a ninguém. A conduta já foi punida com cartão vermelho, mas a defesa não entende que houve uma infração disciplinar. A defesa pede a manutenção da absolvição”, finalizou a defesa do Ceará.

Relator do processo, o auditor Ivo Amaral acompanhou o entendimento de primeira instância e da defesa. “Conforme sustentado pela defesa não vislumbrei infração disciplinar. Meu voto é para negar provimento ao recurso da Procuradoria e manter a decisão de primeira instância”, justificou.

Vice-presidente administrativo do STJD, o auditor Felipe Bevilacqua divergiu do relator. “Realmente teve uma atitude desrespeitosa e que está tipificada no artigo 258. Aplico uma partida de suspensão e converto em advertência”, votou.

O auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva acompanhou a divergência. “Entendo que caso mereça uma advertência e vou acompanhar a divergência”.

Da mesma forma, o auditor Luiz Felipe Bulus votou para advertir Guto. “Exatamente como estava pensando. Devemos seguir essa linha de tolerância zero com relação a esse tipo de desrespeito. Acompanho a divergência”, afirmou.

O auditor Sérgio Leal Martinez acompanhou o voto divergente e acrescentou. “Não se tem condição de saber para quem ele disse essas palavras, mas não há como negar que as palavras foram desrespeitosas. Também vou divergir do relator para advertir”, concluiu.

O auditor Maurício Fonseca concordou com o entendimento da maioria e também votou pela punição de uma partida convertida em advertência ao técnico Guto Ferreira.

Já o auditor Paulo Sergio Feuz acompanhou o relator. “Entendo que existem algumas situações puníveis e outras não. A confusão se deu mais pela expulsão e não pela fala. Esse técnico tem histórico de uma pessoa sempre muito educada. Acho que o relator foi pontual na questão e vou acompanhar na absolvição”, justificou.

Presidente em exercício, o auditor José Perdiz acompanhou o entendimento da maioria. “Peço vênia para acompanhar a divergência. O tribunal está atribuído de começar a ser mais rigoroso nesses casos”, encerrou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.