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GreNal: Musto e Bruno Cortez julgados
18/11/2020 14h10 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol julgou nesta quarta, dia 18 de novembro, as expulsões ocorridas no último Gre-Nal. Denunciado por suposta cotovelada em Diego Souza, Musto teve a denúncia de agressão desclassificada para ato desleal e recebeu uma partida de suspensão. Já Bruno Cortez foi absolvido na denúncia por jogada violenta. A decisão, proferida por unanimidade dos votos, cabe recurso.

As equipes se enfrentaram em clássico válido pela 13ª rodada da Série A do Brasileirão. No segundo tempo o árbitro expulsou Musto após consultar o var e identificar que o volante do Inter acertou Diego Souza. Minutos depois Bruno Cortez recebeu o segundo amarelo por falta em Cuesta e também foi expulso.

A Procuradoria ofereceu denúncia contra Musto por praticar agressão física no artigo 254-A do CBJD e a Bruno Cortez por jogada violenta descrita no artigo 254 do CBJD.

Presente em sessão virtual, o volante Musto falou sobre o lance. “Foi uma jogada onde o jogador do Grêmio tenta passar pela minha esquerda e eu sinto que ele me toca. Ele faz que vai pela esquerda e vai pela minha direita e eu rápido abro o braço. Não foi uma cotovelada. Somente abro o braço para não deixar ele passar para a área. Ele acusa que foi um golpe na cara, mas não foi. O que posso dizer é que foi uma jogada normal de jogo e que não foi uma cotovelada. Meu objetivo era não deixar passar para a área usando o braço”, disse o atleta.

A defesa do Internacional ouviu ainda o companheiro de equipe Dalessandro que também afirmou que Musto tentou se defender e levantou o braço, mas sem dar cotovelada.

Após os depoimentos, a Procuradora Danielle Maiolini aditou a denúncia. “Em relação ao Cortês me parece um caso bastante corriqueiro pelo segundo amarelo. A Procuradoria vai pedir a desclassificação para o artigo 258 por entender que esse é o artigo mais adequado. Em relação ao Musto a Procuradoria entende que o 254-A demanda uma animosidade muito grande e não me parece que esse seja o caso. A Procuradoria vem pedir a desclassificação para o artigo 254 entendendo que é o mais adequado”, finalizou.

Defensor do Internacional, o advogado Rogério Pastl afirmou que a desclassificação para ato desleal ou hostil é o mais adequado no caso do atleta Musto. “Se fosse uma força excessiva e desmedida certamente o Diego Souza não seguiria no jogo, mas ele sequer teve atendimento médico. Não é possível o enquadramento feito pela Procuradoria no artigo 254-A. Não acho que é caso de jogada violenta e sim da desclassificação para o artigo 250 tendo em vista um ato hostil. Que seja absolvido o atleta Musto, que já cumpriu a automática, e se não entenderem assim, que seja advertido na forma da lei”, pediu a defesa do Inter.

Do lado do Grêmio o advogado Marcelo Mendes pediu a absolvição de Cortez entendendo que não houve infração disciplinar. “O entendimento da Procuradoria nesse caso seria por reiteradamente infringir as regras do jogo e receber dois amarelos. A própria Procuradoria enxerga no lance como uma infração técnica de jogo e não disciplinar. O relato não traz elementos suficientes para que possamos entender se houve ou não disciplinar, o que nos leva a crer que foram apenas infrações as regras do jogo. Uma entrada normal de jogo que mereceu apenas o cartão amarelo. O atleta chegou atrasado”, concluiu.

O auditor Bruno Tavares, relator do processo, acompanhou o entendimento das defesas. “Estou absolvendo o atleta Bruno Cortez. Ao atleta Musto fiquei com dúvidas. Cotovelada de fato não houve. O árbitro descreve que houve um golpe ou tentativa. Desclassifico para o artigo 250 e aplico uma partida”, explicou o relator.

Os auditores Éric Chiarello, Cláudio Diniz, Alexandre Monguilhott e o presidente Luis Felipe Procópio acompanharam na íntegra o entendimento e dosimetria aplicados pelo relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.