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Cruzeiro multado por bombas na Copa BR
12/06/2020 12h32 | STJD

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A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou nesta sexta, dia 12 de junho, as infrações ocorridas na partida entre Cruzeiro e CRB, pela Copa do Brasil 2020. Por unanimidade dos votos, o Cruzeiro foi condenado a multa de R$ 5 mil pelo arremesso de duas bombas no Mineirão e o CRB multado em R$ 1,6 mil por atrasar em dois minutos o reinício do jogo. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno.

A súmula da partida, realizada no dia 8 de março, narrou o estouro de duas bombas (uma no primeiro tempo e outra no segundo) na arquibancada onde estava localizada a torcida do Cruzeiro e o atraso de três minutos na entrada da equipe do CRB para retornar para o segundo tempo.

Pelos fatos a Procuradoria denunciou o Cruzeiro por infração ao artigo 213 do CBJD e o CRB no artigo 206 do CBJD.

Em sessão o procurador Marcus Campos justificou a denúncia. “Foram duas bombas em momentos distintos. Não identificaram o que jogou no primeiro tempo e no segundo tempo jogaram uma nova bomba. O Cruzeiro não foi capaz de identificar, reprimir e prevenir. Vi a campanha feita pelo Cruzeiro. Efetivamente o clube tem tentado fazer o trabalho preventivo, mas não deu o resultado esperado que é impedir que os marginais causem esse tipo de tumulto. Não temos conhecimento da identificação de ninguém. Caso grave, não exacerbada por não paralisar o jogo, mas poderia machucar alguém. Ao CRB a súmula não admite nenhuma discussão. Atrasou e causou atraso do reinicio do jogo. Requerer a punição exemplar para ambos”, concluiu.

Advogado do Cruzeiro, Theotônio Chermont – “Nas partidas contra o Atlético/MG e CSA onde os casos tiveram gravidade e prejuízo superior a analisada hoje, o Pleno apenou o clube em um mando de campo e multa. Faço uma comparação ao caso analisado hoje. Não houve princípio de tumulto e não paralisou a partida e o que aconteceu na arquibancada não chegou ao campo. Não tenho por não pedir para considerar que o clube está numa nova gestão e extremamente responsável e que tomou medidas criminais para solucionar problemas graves até internos. Longe de ser caso de aplicar perda de mando de campo. Imploro que analisem a ausência de gravidade dos fatos, ausência de prejuízo para o espetáculo e o momento de pandemia que estamos enfrentando que piorou a situação financeira do clube”, encerrou.

Defensora do CRB, a advogada Patrícia Saleão destacou os minutos de atraso. “O CRB atrasou para se apresentar para o reinício com três minutos e provocou dois minutos no retorno do jogo. A defesa pede que sejam considerados apenas os dois minutos e a situação financeira do clube”.

Após as sustentações o relator do processo, Auditor Otacílio Araújo proferiu seu voto. “Entendo que não há como ter a perda de mando de campo nesse caso. Sabemos que a torcida revoltada prejudicou demais a equipe com prejuízo financeiro e da imagem do Cruzeiro. Apesar disso o clube cometeu infração ao artigo 213 ao não conseguir prevenir ao deixar entrar bomba no estádio e não conseguir reprimir ao não prender quem lançou as bombas. Não tem como absolver. Aplico multa de R$ 5 mil ao Cruzeiro, sendo R$ 2,5 mil por cada bomba. Ao CBR aplico multa de R$ 800 por minuto de atraso, totalizando R$ 1,6 mil ao clube no artigo 206”.

O voto do relator foi acompanhado na íntegra pelos Auditor Eduardo Mello, Maurício Neves, Sormane Freitas e pelo presidente Rodrigo Raposo.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.