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Zagueiro do Ceará absolvido
28/04/2021 14h30 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgaram na tarde desta quarta, dia 28 de abril, o atleta William Klaus, do Ceará, por expulsão na Série A do Brasileirão 2020. Denunciado por jogada violenta, William foi absolvido por unanimidade dos votos. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno, última instância nacional.

William recebeu o segundo amarelo e acabou expulso na partida entre Ceará e Botafogo. A súmula informou que o jogador do Ceará foi expulso com o segundo amarelo por calçar o adversário na disputa de bola. Na denúncia a Procuradoria destacou a ação temerária e imprudente de William, ainda que na disputa da bola, e denunciou o atleta por praticar jogada violenta descrita no artigo 254 do CBJD

Além de juntar prova de vídeo, o Ceará enviou o atleta para participar da sessão virtual e falar sobre a expulsão.

“Visando a bola eu tento prensar e ele consegue antes de mim. Perco um pouco o tempo da jogada e acabo atingindo ele. Cheguei um pouco atrasado. Após o lance eu me agacho por ter ficado sentindo também esse encontrão”, afirmou William Klaus.

Subprocurador-geral da Justiça Desportiva, Glauber Navega sustentou a manutenção da denúncia. “A manifestação da Procuradoria é para manter a denúncia. Tinha dúvidas se tinha encostado, mas o próprio atleta confirmou. Mantenho a denúncia”, concluiu.

Pelo Ceará o advogado Osvaldo Sestário defendeu William e destacou a ausência de gravidade no fato, além da ficha disciplinar do atleta. “O Ceará presa pela defesa e que os jogadores comparecem, sempre que possível. O William é zagueiro, forte e alto e tem apenas duas passagens por este tribunal. A última passagem foi de uma expulsão de fevereiro de 2020. Vimos um lance casual de disputa de bola e que ele chega um pouco atrasado e há um choque. Lance muito rápido e não houve qualquer intenção de atingir o adversário. Por todo o contexto, por ser segundo amarelo, por não ser violento e pela dinâmica do lance que foi casual, a defesa vem pedir a absolvição do William. Não sendo esse o entendimento, que seja aplicada a pena mínima e convertida em advertência”, encerrou.

Para o relator do processo, auditor Cláudio Diniz, não houve infração disciplinar no lance. “Não verifico a ocorrência da figura típica citada pela Procuradoria. No presente caso verifico que o atleta recebeu a correta aplicação do cartão amarelo e não houve uma infração disciplinar. Assim, rejeito a denúncia e absolvo o atleta”, justificou.

Os auditores Éric Chiarello, Rodrigo Raposo, Bruno Tavares e o presidente Luís Felipe Procópio votaram com o relator pela absolvição de Wiliam entendendo como uma jogada normal e sem infração disciplinar.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.