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Corinthians x Coritiba: clubes multados no STJD
16/06/2016 15h35 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Corinthians e Coritiba foram punidos por problemas ocorridos no confronto pela Série A do Campeonato Brasileiro. Julgado nesta quinta, dia 16 de junho, pela Quinta Comissão Disciplinar, o clube paulista recebeu multa total de R$ 7 mil por não cumprir protocolo de entrada e pelo uso de sinalizadores em sua torcida, enquanto o Coritiba foi multado em R$ 1 mil por atrasar em um minuto o reinício do jogo e absolvido por denúncia de atraso no início. Também denunciado Vanderlei Belarmino, integrante da comissão do Coritiba foi absolvido. A decisão cabe recurso.

Na partida, durante a execução do hino nacional foi verificado o uso de sinalizadores na parte da torcida do Corinthians, fato que rendeu denúncia no artigo 191 do CBJD. Na súmula o árbitro Anderson Daronco informou a possível identificação e detenção de um torcedor infrator. O clube paulista foi denunciado ainda por não respeitar o horário de entrada em campo conforme previsto no protocolo (artigo 191 do CBJD).

Já o Coritiba respondeu por dois atrasos narrados na súmula (artigo 206): o primeiro para troca de chuteira do atleta Kleber que gerou 3 minutos de atraso e no reinício devido um minuto para retornar ao campo de jogo para o segundo tempo. Por fim, Vanderlei Belarmino, identificado no relatório como massagista do Coritiba, foi expulso aos 25 minutos do segundo tempo e acabou denunciado por ofender a arbitragem.

Exibida prova de vídeo da defesa e da Procuradoria, o Subprocurador Fernando Silva Jr  sustentou e pediu a condenação dos denunciados. “A da prova de vídeo não mostra a expulsão do massagista por estar focada no campo. Diz na súmula que as reclamações ofensivas foram feitas para o quarto árbitro que comunicou ao árbitro principal e expulsou o integrante do Coritiba. Sobre o uso de sinalizador, por mais que eu me compadeça que o clube acaba sendo punido, é preciso a Justiça Desportiva dar uma resposta ao alcance. A responsabilidade é objetiva e o clube deve ser punido. Houve a identificação de um único torcedor, mas as imagens deixam claro que foi mais de um”.

De acordo com João Zanforlin, advogado do Corinthians, os sinalizadores são de festa de aniversário que só tem fumaça e não consegue terminar em incêndio. Ainda segundo a defesa do Corinthians, só um foi preso pois o clube descobriu que esse infrator compra na 25 de março o artefato e vende no estádio e que os torcedores escondem no calçado. "Na partida foram 243 policiais militares, um gasto de R$ 34 mil e jantar para mais de 100, o Corinthians acha que a questão da ordem é feita pela polícia”, disse Zanforlin, que encerrou afirmando que é impossível olhar o sapato de 30 mil pessoas em busca de sinalizadores.

Do lado do Coritiba, o advogado Pedro Henrique Gomes ressaltou que a prova de vídeo apresentada mostra o todo o trâmite até o início do jogo e comprova que o atraso do atleta Kleber foi de apenas um minuto, mas que o jogo não iniciou por decisão da arbitragem que após o retorno do jogador ainda deu um minuto de silêncio. Em relação ao massagista, Pedro informou que o nome do massagista do clube é Marcelo e que há dúvidas pois o narrado Vanderlei é preparador de goleiros. A defesa pediu a absolvição no primeiro artigo e a aplicação da pena mínima no segundo ao Coritiba, além da absolvição de Vanderlei Belarmino por considerar a narrativa na súmula imprestável.

Vitor Butruce, relator do processo, votou para absolver o Coritiba da denúncia no artigo 206 por atraso no início e aplicar R$ 1 mil por atraso de um minuto para o reinício do jogo; absolver Vanderlei Belarmino; multar em R$ 100 o Corinthians por não respeitar o protocolo do countdown no horário de entrada em campo e multar em R$ 5 mil pelo uso de sinalizadores na torcida paulista. 

O Auditor José Nascimento divergiu apenas para aplicar multa de R$ 2 mil ao Corinthians no artigo 191 do CBJD pelo atraso da equipe na entrada de campo. O voto divergente foi acompanhado pelo Auditor Rodrigo Raposo e pelo presidente José Perdiz.

 


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.