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Terceira Comissão pune dirigentes do Santos
16/09/2020 14h00 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgaram e puniram integrantes do Santos por reclamação desrespeitosa contra a arbitragem da partida contra o Flamengo. Em sessão realizada nesta quarta, dia 16 de setembro, Jorge Andrade, diretor de futebol, Pedro Doria e Matheus Rodrigues, membros do Comitê de Gestão foram punidos com suspensão de 20 dias. A decisão cabe recurso e deve chegar ao Pleno, última instância nacional.

Pela sexta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro o Santos recebeu o Flamengo e teve dois gols anulados pelo var. Na súmula o árbitro Wilton Pereira Sampaio informou que , após o fim do primeiro tempo, a equipe de arbitragem foi surpreendida dentro do gramado por Jorge Andrade, diretor de futebol e Pedro Doria e Matheus Rodrigues, membros do Comitê de Gestão, que gritaram de maneira ostensiva e ofensiva : "Tiraram dois gols nossos. O var está tomando conta dessa m*. Eles querem mandar no jogo".

A Procuradoria denunciou os três dirigentes por invasão de campo (artigo 258-B) e desrespeito contra a arbitragem (artigo 258, inciso II).

Na sessão de julgamento virtual o Procurador Manuel Márcio Bezerra Torres reforçou o pedido da denúncia. “Dirigente não é para estar em campo. Dirigente é para estar na área delimitada para cumprir sua missão. Não conseguiram mais devido a ação do segurança. Este tribunal não pode deixar passar sem uma severa punição a esses denunciados se não a moda vai pegar. As infrações ocorreram. Esse tipo de desrespeito e ofensa é para pressionar a arbitragem”, afirmou.

Defensor do Santos, o advogado Marcelo Mendes esclareceu os fatos e pediu a absolvição dos denunciados. “Entendo o posicionamento da Procuradoria com relação a punir dirigentes que se sentem na liberdade de pressionar, xingar e desrespeitar o árbitro, mas não foi isso que aconteceu. A credencial mostra que todos estavam devidamente autorizados a estarem ali e afasta a infração de suposta invasão. Pela forma como foi narrado pelo árbitro não há como saber se houve desrespeito e quem teria cometido. Impossibilidade de identificação de quem falou o que, nesse sentido, não é possível punir os três sem saber quem cometeu. O árbitro tinha instrumentos para esclarecer a duvida e não o fez. Que sejam absolvidos e, se assim não entendam, que seja aplicada a pena mínima convertida em advertência”, sustentou.

O relator do processo, auditor Rodrigo Raposo justificou seu entendimento e proferiu seu voto.  “Nos casos de invasão de campo para reclamação considero a invasão como instrumento meio. Não há como reclamar da arbitragem sem a invasão do campo e chegar ao árbitro. Não é por ter a credencial que poderia fazer o que quisesse. Afasto (absolvo) a questão da invasão tipificada no artigo 258-B. Quanto a reclamação em si no artigo 258 verifico que o árbitro relata tudo no plural. A imputação é coletiva e considero a conduta dos denunciados relevante. Jogo clássico e que tivemos a atuação polêmica do var, mas isso não legitima os dirigentes a proferir reclamações desrespeitosas. O código só veda e estabelece a punição a reclamação desrespeitosa. Considero a infração por desrespeito e aplico a pena de suspensão de 20 dias para cada dirigente no artigo 258, incido II do CBJD”, explicou.

Os auditores Eric Chiarello, Bruno Tavares e o presidente Luís Felipe Procópio acompanharam o relator na íntegra, enquanto o auditor Cláudio Diniz divergiu apenas na dosimetria para aplicar 30 dias de suspensão a cada denunciado.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.