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STJD pune caso de mala branca
07/06/2019 14h10 | STJD

Daniela Pinho
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O Pleno do STJD do Futebol julgou nesta sexta, dia 7 de junho, o recurso de suposta mala branca em que o clube Altos/PI teria recebido quantia do ex-presidente do Botafogo/PB, Zezinho. Em última instância, o Pleno manteve a absolvição do presidente do Altos Warton Lacerda e majorou a pena de Zezinho de R$ 20 mil para R$ 50 mil acrescida de suspensão por 365 dias. A decisão foi proferida por maioria dos votos.

A denúncia da Procuradoria foi oferecida após recebimento de ofício da 2ª Promotoria de Justiça de Altos em que narra suposto recebimento de mala branca pelo Altos/PI na Copa do Nordeste 2018. No documento constam ainda reportagens que sugere que Warton Lacerda, presidente do Altos/PI confirma o recebimento de mala branca oferecida por Zezinho, na época presidente do Botafogo/PB. O incentivo tinha como objetivo que o time do Piauí ganhasse ou empatasse com o Náutico. A partida encerrou com o placar de 2 a 2.

O caso foi julgado pela Quarta Comissão Disciplinar que absolveu o Altos e seu presidente e puniu com multa de R$ 20 mil o ex-presidente do Botafogo/PB, Zezinho. A Procuradoria recorreu da decisão pedindo ao Pleno a punição de todos os envolvidos e a majoração da pena de Zezinho.

Isaac Chaficks, defensor do Altos/PI, alertou que não há comprovação nos autos de que houve o pagamento do valor. “Não existe comprovação. O Ministério Público também afirmou que não há provas contra o Altos e seu presidente. Houve apenas uma ligação e uma promessa. O presidente do Altos não tem nada a ver com a Operação Cartola. Ele recebeu um telefone oferecendo mala branca, mas não recebeu o valor. Há de se separar e chamar a atenção. A defesa pede a absolvição do presidente do Altos”, encerrou.

O Auditor João Bosco, relator do processo, votou para dar provimento ao recurso para multar em R$ 50 mil e suspensão de 180 dias ao presidente do Altos, Warton Lacerda e majorar a multa do ex-presidente do Botafogo,/PB, Zezinho, para R$ 50 mil e eliminação por infração ao artigo 242 do CBJD. Os Auditores Decio Neuhaus e José Perdiz acompanharam o relator na íntegra.

Já o Auditor Ronaldo Piacente divergiu para punir Zezinho com R$ 50 mil e suspensão de 365 dias no artigo 243-A, mantendo a absolvição do presidente Warton Lacerda. O voto divergente foi acompanhado pelos Auditores Mauro Marcelo, Arlete Mesquita e pelo Presidente Paulo César Salomão Filho.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.