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Sousa x Campinense: denunciados punidos
20/07/2021 13h11 | STJD

Divulgação / Site STJD
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Os auditores da Segunda Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniram a confusão generalizada ocorrida na partida entre Sousa e Campinense, pela Série D do Campeonato Brasileiro. Por unanimidade dos votos, os auditores suspenderam por seis partidas os atletas Serginho, Edinho Correa e João Victor, do Campinense e o atleta Gabriel, do Sousa, e aplicaram sete partidas aos atletas Wesley Soares e Otávio, do Sousa, todos por rixa na partida. A Comissão puniu ainda o Sousa com multa de R$ 1 mil pela ação dos gandulas e suspendeu por 15 dias os gandulas João Adailton e Thiego Soares Vieira. A decisão cabe recurso e deve chegar ao Pleno, última instância nacional.

O clássico paraibano foi realizado em 23 de junho e terminou com uma confusão em campo. A denúncia narra um tumulto generalizado após o fim da partida e a expulsão de todos os denunciados. Os atletas foram denunciados por rixa (artigo 257), enquanto os gandulas por conta contrária à disciplinar (artigo 258) e o Sousa responsabilizado pela ação dos gandulas (artigo 191).

O Procurador Delmiro Campos reiterou os termos da denúncia diante dos auditores.

“A Procuradoria ratifica os termos da denúncia entendendo que o relatório foi minucioso e detalhou todos os episódios graves ocorridos. Ratifica também o pedido de condenação do clube por não ter tomado as providencias necessárias para inibir as condutas praticadas”, concluiu.

Defensora do Sousa, Patrícia Saleão, Sousa sustentou o pedido de reclassificação na conduta dos atletas.

“Processo complexo em primeira análise. Me causa estranheza que o arbitro escolhe três de cada equipe para expulsar e responsabilizar. Os atletas do Campinense ele coloca que trocaram empurrões e os do Sousa ele cita o arremesso de objetos. Equipes com rivalidade e o Sousa ganhou a partida. Vejo uma troca de hostilidade com os atletas provocando um ao outro. Não consigo entender como conseguiu identificar os atletas. Ali não vimos prática de vias de fato, lesões corporais. Vimos ali provocação e não entendo como briga generalizada ou rixa. A defesa pede a desclassificação dos atletas para o artigo 258 entendendo ser a mais adequada no caso”, pediu a defesa.

O advogado Isaac Chaficks faliu em nome do Campinense.

“Quando vi a prova de vídeo entendi a revolta e surpresa do dirigente do Campinense. O árbitro coloca para todos os atletas do Campinense a mesma descrição do que fizeram. A prova deixa claro que não há contato físico e vias de fato em nenhum momento. Eles recebem o cartão vermelho, a polícia chega e já são encaminhados para o vestiário. Por entender que não houve rixa, a defesa pede a desclassificação para o artigo 258 com aplicação da pena mínima pela baixa gravidade”, defendeu.

Apesar do pedido das defesas, o auditor Diogo Maia, relator do processo, manteve a capitulação apresentada pela Procuradoria.

“A polícia não entraria com mais de 20 homens no campo com escudo se não houvesse gravidade nos fatos. A equipe do Sousa voto para multar em R$ 1 mil pela conduta e comportamento dos gandulas e absolvendo na segunda denúncia ao artigo 191 e suspender por 15 dias os dois gandulas denunciados. Aos atletas Sérgio, Edinho, João Vitor e Gabriel aplico seis partidas no artigo 257. Ao atleta Wesley , por ser reincidente, aplico sete partidas no artigo 257. Já ao atleta Otávio, por ser identificado como o causador do conflito, também aplico uma partida a mais que a mínima, somando sete partidas de suspensão”, explicou o relator.

O voto do relator foi acompanhado pelos auditores Carlos Eduardo Cardoso, Iuri Engel , Marcelo Vieira e pelo presidente Felipe Diego.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.