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Série D: atletas do Tocantinópolis punidos
22/07/2021 15h18 | STJD

Divulgação / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar do STJD, em julgamento virtual nesta quinta, 22 de julho, puniu dois atletas do Tocantinópolis (TO). O meia Rubens foi advertido por jogada violenta e o goleiro Gabriel suspenso em um jogo por invasão de campo e advertido por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. A decisão de primeiro grau pode chegar ao Pleno, última instância.

Tocantinópolis (TO) e Palmas (TO) jogaram no dia 3 de julho, pela Série D do Campeonato Brasileiro. A equipe mandante perdeu dois atletas expulsos. Rubens recebeu o segundo cartão amarelo por dar uma entrada de maneira temerária na disputa da bola, atingindo a perna direita do adversário, e foi incluído no artigo 254, inciso II do CBJD, “jogada violenta; atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário”.

Ao Gabriel foi aplicado o cartão vermelho direto por dizer para o goleiro do Palmas: “pega esse gol, goleiro frangueiro, safado, tu é muito fraco, pega frangueiro safado". Ainda de acordo com a súmula, após o término da partida, Gabriel invadiu o campo e partiu em direção ao mesmo, sendo contido por companheiros de equipe. A Procuradoria denunciou o camisa 1 do Tocantinópolis em dois artigos, 243-F do CBJD, “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto”, e 258-B, “invadir local destinado à equipe de arbitragem, ou o local da partida, prova ou equivalente, durante sua realização, inclusive no intervalo regulamentar”.

O procurador da sessão, Rafael Bozzano, pediu a desclassificação da imputação a Rubens para o caput do artigo. O meia não faz mais parte da equipe, mas o goleiro Gabriel participou do julgamento de forma remota e deu a própria versão dos fatos.

“No momento do gol não teria o porquê dirigir essas palavras a ele. Nosso único instinto é fazer a comemoração. Após a expulsão desci rumo ao vestiário e fiquei em um tipo de zona mista. Fiquei lá em cima da escada porque os roupeiros estavam trabalhando lá em cima, fiquei aguardando o pessoal abrir o vestiário, mas em momento algum invadi o campo”, afirmou o goleiro Gabriel.

O advogado Nixon Fiori sustentou em defesa de ambos.

"Gabriel veio aqui mesmo e disse que não foi ele quem disse aquelas palavras, por isso a defesa requer a desclassificação do artigo 243-F e pede a absolvição. Quanto ao 258-B, em uma situação de jogo não podemos punir todos os atletas que comemoram com a pessoa que faz o gol. Nessa zona mista, o árbitro certamente viu uma discussão entre atletas, mas essa invasão de campo talvez esteja se referindo a não estar no vestiário. Peço que a invasão de campo seja entendida também pela absolvição. Rubens não é mais atleta do clube, por isso não consegui que ele falasse, mas peço a reclassificação para o artigo 254 caput por ser em disputa de bola e, pela primariedade, advertência”, defendeu.

A decisão em converter a punição de um um jogo em advertência para Rubens, considerando a desclassificação do procurador Rafael Bozzano, foi unânime. Com relação ao goleiro Gabriel houve divergência nas penalidades. O relator Felipe Rego Barros converteu a imputação do artigo 243-F para o 258 e aplicou uma partida, convertida em advertência, além de dois jogos no 258-B. O auditor Rodrigo Salomão divergiu e puniu Gabriel em um jogo no 258 e absolveu da invasão no artigo 258-B. A auditora Adriene Hassen e o presidente da Comissão Jorge Galvão, acompanharam o relator na primeira conduta e divergiram no artigo 258-B, pois suspenderam em uma partida, formando a maioria de votos

 


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.