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Santos x Athletico/PR: infrações julgadas pela 2ª CD
01/10/2019 14h05 | STJD

Daniela Pinho / Site STJD
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A Segunda Comissão Disciplinar do STJD do Futebol advertiu o Diretor de Futebol do Athletico/PR, Paulo André e absolveu o Presidente do Conselho Deliberativo Mario Celso Petraglia em denúncia por reclamação desrespeitosa após a partida contra o Santos. Expulso na partida, o preparador físico do Santos, Pablo Candido Fernandez foi advertido por conduta contrária à disciplina. A decisão foi proferida por unanimidade e cabe recurso.

A Procuradoria denunciou Paulo André, Mario Celso Petraglia e Pablo Candido Fernandez após a partida válida pela 18ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O preparado físico do Santos recebeu o vermelho após desentendimento com o treinador do Athletico e foi enquadrado no artigo 258 do CBJD por conduta contrária à disciplina.

Paulo André e Petraglia foram denunciados por desrespeitarem a arbitragem, conforme artigo 258, inciso II do CBJD. Em entrevista concedida após a partida, Paulo André afirmou que a equipe teria sido garfada pela arbitragem. Já Petraglia postou em uma rede social reclamando da atuação da arbitragem e acrescentou que “ou existe incompetência ou corrupção”.

Após o relatório do processo, foi exibida prova de vídeo da ANAF e da Procuradoria.

Logo após, Julia Gelli, Subprocuradora-geral da Justiça Desportiva, reiterou e justificou o pedido de condenação dos três denunciados.

“Tenho um posicionamento que preparador físico tem que exercer a parte física e não invadir o campo e reclamar acintosamente como fez. Entendo que a denúncia em relação ao preparador se amolda perfeitamente e merece uma reprimenda exemplar desse tribunal. A Procuradoria foi motivada pela ANAF para tratar da fala e entrevista coletiva do dirigente e da postagem em rede social do Petraglia. A agremiação poderia ter entrado com uma Notícia de Infração contra o que achasse pertinente. O objeto em análise nesse processo não é o lance em campo, mas sim a postura de ambos os denunciados com críticas de forma desrespeitosa contra a arbitragem. Os termos garfadas e incompetência ou corrupção são muito desrespeitosos”, encerrou.

Em defesa do Santos, Loasse Blange contextualizou e pediu a absolvição do integrante da comissão. “Esse jogo foi bem pegado e com 11 cartões distribuídos. No segundo tempo, o técnico do Athletico/PR foi punido com cartão amarelo por debochar e gestos provocadores para o técnico da equipe adversária. Logo em seguida o árbitro expulsou o preparador no mesmo caso e situação. O preparador respondeu a provocação do técnico adversário e somente ele foi punido. Tendo em vista que não houve nenhum desrespeito contra a arbitragem, a defesa pede a absolvição do preparador”.

Do lado do Athletico/PR, o advogado Paulo Henrique Golambiuk iniciou a defesa informando a conduta do clube após a partida. “No jogo o árbitro marca uma falta fora da grande área e, em seguida, o var revisa e marca pênalti. A imprensa destaca que não foi na área e que o lance não poderia ser revisto. Um erro que sim pode ser chamado de inadmissível e irresponsável. No dia seguinte a partida o clube formalizou o pedido de acesso aos áudios e vídeos do VAR e ainda não recebemos retorno”, disse o advogado, que em seguida defendeu os denunciados.

“O Paulo André concede entrevista com um tom sereno e o que incomoda é o termo garfado utilizado. A palavra garfado não é sinônimo de roubado. Ela sequer está no nosso dicionário e é um jargão que se assemelha à mão grande. O termo está no limite para dizer que a equipe foi prejudicada, mas sem desrespeito. Em relação ao Petraglia, houve uma postagem uma hora após a partida no calor do momento e o caso estava sendo muito repercutido na imprensa. O trecho em destaque é quando fala ou existe incompetência ou corrupção. No caso houve um desabafo generalizado para todo o Brasil. Não imputou de forma individualizada. Em 2018 o presidente do Flamengo foi absolvido após liberar nota criticando erros da arbitragem. Peço a absolvição do presidente”.

Relator do processo e presidente em exercício, o Auditor Felipe Diego apresentou seu voto. “Diante das provas é patente que o primeiro denunciado cometeu um desrespeito contra a arbitragem. Voto pela aplicação de 15 dias de suspensão e converto em advertência. O segundo denunciado entendo que a defesa conseguiu afastar a conduta do presidente quando esclarece que as palavras não foram direcionadas. Absolvo o presidente. O terceiro denunciado cometeu conduta no artigo 258  aplico uma partida de suspensão e converto em advertência”, explicou. O voto do relator foi acompanhado na íntegra pelos Auditores Francisco Honório e Marcelo Vieira.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.