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Remo denunciado por cantos homofóbicos
21/01/2022 14h52 | STJD

Divulgação / Site STJD
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O Remo será julgado na próxima segunda-feira, 24 de janeiro, pela Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. O clube foi denunciado por cantos homofóbicos da torcida na partida com o Paysandu, pela Copa Verde de 2021.A sessão está agendada para iniciar às 13h e terá transmissão ao vivo no site do STJD do Futebol.

No dia 4 de dezembro de 2021, Remo e Paysandu disputaram o jogo de volta da semifinal da Copa Verde. Na ocasião, torcedores remistas entoaram cantos homofóbicos direcionados à torcida bicolor: “todo v* que eu conheço é bicolor”.

A Procuradoria de Justiça Desportiva tomou conhecimento dos fatos através de uma Notícia de Infração apresentada pelo Coletivo de Torcidas LGBTQ. O Procurador Rafael Mocarzel afirmou não haver legitimidade do grupo, mas apresentou denúncia com base em provas juntadas.

“Em que pese a ilegitimidade da noticiante para atuar no âmbito deste egrégio Superior Tribunal de Justiça, esta Procuradoria constatou a veracidade e gravidade dos fatos ali narrados, o que enseja a apresentação desta denúncia”, traz a peça acusatória.

A constatação da Procuradoria são vídeos que mostram a torcida do Remo cantando repetidas vezes as ofensas, além de matérias jornalísticas noticiando os fatos.

O Remo foi enquadrado no artigo 243-G do CBJD, que fala em “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

“O comportamento da torcida da equipe denunciada, durante a partida, caracteriza lamentável e inaceitável ato discriminatório, devendo a Justiça Desportiva punir severamente essa atitude reiterada. O comportamento descrito nesta denúncia, como é evidente, não pode ser admitido, devendo a punição ser severa o suficiente, pois inexiste solução intermediária e, só assim, possível combater a homofobia", pediu a Procuradoria.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.