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Procuradoria denuncia Cruzeiro e Grêmio
23/05/2022 15h45 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou Cruzeiro e Grêmio por infrações no Campeonato Brasileiro. No STJD do Futebol os clubes responderão por cânticos discriminatórios entoados por torcedores, enquanto o Cruzeiro ainda será julgado pelo arremesso de objetos no campo de jogo. O processo entrou na pauta da Primeira Comissão Disciplinar, agendada para segunda, dia 30 de maio, a partir das 13h. A sessão será transmitida ao vivo no site do STJD.

Cruzeiro e Grêmio se enfrentaram no dia 8 de maio, pela sexta rodada da Série B. Na súmula da partida foi narrado o arremesso de dois copos de cerveja no campo.

"Cumpro informar que aos 27 minutos do primeiro tempo, após a marcação do gol da equipe do Cruzeiro SAF, foi arremessado dois copos de cervejas dentro do campo de jogo, um no meio de campo próximo onde se encontrava o banco de reservas da equipe do Grêmio RS e outro atrás do gol da equipe visitante próximo aos fotógrafos. Informo ainda que ambos vieram de onde se encontrava a torcida do Cruzeiro SAF", escreveu o árbitro Flávio Rodrigues de Souza.

Além disso, a Procuradoria recebeu duas Notícias de Infração denunciado cânticos homofóbicos na partida. Na NI 066/2022 do Grêmio, o clube gaúcho denuncia que torcedores do Cruzeiro cantaram: "Arerê, Gaúcho dá o c* e fala tchê". Já na NI 069/2022 o Cruzeiro denuncia a ação de torcedores do Grêmio que entoaram o cântico em coro: "Maria joga vôlei".

Reprovando todos os atos, a Procuradoria denunciou o Cruzeiro por não prevenir e reprimir o arremesso de objetos no campo, infração descrita no artigo 213, inciso III do CBJD. Pelos cânticos discriminatórios o clube mineiro foi enquadrado no artigo 243-G, parágrafos 1º e 2º, do CBJD. Já o Grêmio responderá ao artigo 243-G, parágrafo 2º do CBJD.

Confira abaixo o que prevê cada artigo:

Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir:
III - lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil.

Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:
PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100 a R$ 100 mil.

Parágrafo 1º Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente.

Parágrafo 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.