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Pleno mantém multa ao CRB por atraso
02/06/2021 13h14 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol julgou nesta quarta, dia 2, o recurso do CRB que foi punido por atraso em partida na Copa do Brasil. Por unanimidade dos votos, os auditores mantiveram a decisão de primeiro grau que multou o CRB em R$ 3,2 mil por infração ao artigo 206 do CBJD.

Na partida contra o Goianésia o árbitro narrou que o CRB deu causa ao atraso de três minutos no início e o atraso de dois minutos no reinício da partida. Apenado por unanimidade na Segunda Comissão por infração ao artigo 206 com multa de 3,6 mil, o CRB recorreu alegando que as equipes entraram juntas e houve uma faixa de campanha do dia mundial da neuromielite óptica, determinada pela CBF.

Diante do Pleno a defensora do CRB, advogada Patrícia Saleão sustentou a absolvição na denúncia por atraso no início da partida.

“O CRB foi multado pelos dois atrasos. O clube concordou com o atraso no reinício, mas apresentou a justificativa para o atraso no início da partida. Além da apresentação da faixa da campanha, houve foto dos capitães e o atraso não foi provocado pelo CRB.  O clube pode ter descumprido o regulamento, mas não deu casa ao atraso para o início da partida. Essa multa aplicada foi indevida”, disse a advogada.

Subprocuradora-geral da Justiça Desportiva, Julia Gelli discordou da defesa.

“A própria sustentação reconheceu o atraso dentro dos 4 minutos de protocolo para o ingresso das agremiações visitantes. Independente da realização de campanha, do incentivo ter sido da própria CBF, essa questão já o sumulada desde 2014 e o descumprimento do protocolo quando gera o atraso da partida”, defendeu a integrante da Procuradoria.

Ivo Amaral, relator do processo no Pleno, votou em seguida.

“O atraso do início de fato ocorreu a punição foi justa. A luz da própria manifestação de reconhecimento da prática infracional. O acórdão é cirúrgico com relação a cronologia. Nas razões apresentadas para reforma em momento algum busca elidir as informações na súmula. Conheço do recurso e nego provimento mantendo a decisão da Segunda Comissão Disciplinar”, justificou.

O voto do relator foi acompanhado pelos auditores José Perdiz, Mauro Marcelo, Luiz Felipe Bulus, Sérgio Leal Martinez, Paulo Feuz e pelo presidente Otávio Noronha.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.