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Pleno absolve Internacional
30/06/2020 17h00 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do STJD do Futebol reformou a decisão de primeira instância que puniu o Internacional com interdição por 180 dias das áreas no Beira Rio onde ficavam localizadas as organizadas e as torcidas identificadas. Em julgamento do recurso, em sessão realizada na tarde desta terça, dia 30 de junho, os Auditores absolveram o clube entendendo que a confusão que gerou a denúncia ocorreu horas após o fim do jogo e fora do estádio.

O Internacional foi denunciado e punido por brigas entre organizadas do clube que ocorreram cerca de 1h30 após a partida contra o Atlético/MG, última rodada da Série A de 2019. A Procuradoria denunciou o clube mandante no artigo 213, inciso I após recebimento de ofício da promotoria do torcedor pedindo tomada de providências ao STJD.

Julgado em primeira instância, por maioria dos votos, os Auditores da Quinta Comissão interditaram por 180 dias as áreas onde ficam localizadas as organizadas no Beira Rio, proibindo ainda a entrada de qualquer item que remeta as torcidas Guarda Popular, Nação Independente e Camisa 12 e restringindo ainda o acesso no estádio dos torcedores identificados pela polícia. 

O Inter recorreu da decisão apresentando todas as medidas tomadas e ressaltando que as ocorrências foram fora do estádio.

Na sessão do Pleno o relator do processo, Auditor João Bosco teve a palavra para relatório do processo e voto. “Conheço do recurso para no mérito dar provimento para absolver o Internacional. Os episódios ocorreram entre 1h30 e 2h do término da partida e esse intervalo é mais que suficiente para que qualquer quantidade de público presente num jogo se evacuar. O próprio comandante da brigada relata que já estavam indo embora quando tomaram conhecimento e retornaram. Há relatos também de um repórter que informa que a confusão ocorreu em frente a um bar. Pelas fotos é possível verificar que os que estavam dentro da grade estavam recebendo atendimento médico. Entendo que nesse caso o Internacional já não tinha o que fazer e não tinha responsabilidade por ter ocorrido horas após a partida e fora do local da partida”, justificou.

O voto do relator foi acompanhado na íntegra pelos demais auditores presentes.

Presidente do STJD, o auditor Paulo César Salomão Filho explicou que “de fato as fotografias dos feridos são impactantes, mas precisamos levar em consideração o período pós jogo e fora do estádio”.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.