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Papão em pauta por homofobia de torcedores
21/01/2022 18h08 | STJD

Divulgação / Site STJD
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Assim como o rival Remo, o Paysandu também será julgado na próxima segunda, 24 de janeiro, às 13h, pela Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. O clube foi denunciado por cantos homofóbicos da torcida na partida com o Remo, pela Copa Verde de 2021.

No dia 1º de dezembro de 2021, Paysandu e Remo fizeram a partida de ida da semifinal da Copa Verde. Aos 11 minutos do segundo tempo, a torcida do Papão entoou cantos homofóbicos direcionados ao jogador Neto Pessoa, o chamando de “v*adinho”. Em outro momento ainda cantaram, repetidamente, “remista é gay, é gay, é gay”.

A Procuradoria de Justiça Desportiva tomou conhecimento dos fatos através de uma Notícia de Infração apresentada pelo Coletivo de Torcidas LGBTQ. Apesar da Procuradoria arquivara Notícia de Infração por não haver legitimidade do grupo, denúncia foi apresentada contra o Paysandu com base em provas dpcumentais e de vídeo juntadas.

“Em que pese a ilegitimidade da noticiante para atuar no âmbito deste egrégio Superior Tribunal de Justiça, esta Procuradoria constatou a veracidade e gravidade dos fatos ali narrados, o que enseja a apresentação desta denúncia”, traz a peça acusatória.

A constatação da Procuradoria são vídeos que mostram a torcida do Paysandu cantando repetidas vezes as ofensas, além de matérias jornalísticas noticiando os fatos.

O Paysandu foi enquadrado no artigo 243-G do CBJD, que fala em “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

“O comportamento da torcida da equipe denunciada, durante a partida, caracteriza lamentável e inaceitável ato discriminatório, devendo a Justiça Desportiva punir severamente essa atitude reiterada. O comportamento descrito nesta denúncia, como é evidente, não pode ser admitido, devendo a punição ser severa o suficiente, pois inexiste solução intermediária e, só assim, possível combater a homofobia", pediu a Procuradoria.

As sessões de julgamentos seguem de forma híbrida e com transmissão ao vivo no site do STJD do Futebol.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.