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Palmeiras x Ceará: julgamento reagendado
07/11/2018 18h41 | STJD

CBF
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Após adiamento na última sessão, a Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol confirmou para a próxima segunda, dia 12 de novembro, o julgamento do processo da partida entre Palmeiras e Ceará. Em denúncia da Procuradoria, o atleta Deyverson responderá por jogada violenta, enquanto Felipão e Alexandre Mattos por conduta contrária à ética ao desrespeitarem a arbitragem, todos do Palmeiras.  Do lado do Ceará, o clube foi enquadrado por atraso, o técnico Lisca responderá por ofender a arbitragem e o auxiliar Márcio Henrique por desrespeitar a arbitragem.

Entenda o Caso:

Na súmula da partida o árbitro André Luiz de Freitas Castro informou que expulsou Deyverson aos 46 minutos do primeiro tempo devido o atleta do Palmeiras atingir a barriga do adversário com as travas da chuteira na disputa de bola. Deyverson recebeu o vermelho direto e o atleta atingido necessitou de atendimento médico.

Após o fim da partida, Felipão e Alexandre Mattos concederam coletiva e dispararam contra a arbitragem. Ambos questionaram a expulsão de Deyverson e os cartões amarelos aplicados ao elenco paulista.

“– É mesmo? Ah, não acredito. Só eu perdi? Parece até que tinham lista pronta. Parece que tinha uma lista pronta. Tenho um grupo de trabalho muito bom. Vai prejudicar, sim. Todo mundo sabe. Todo mundo sabe que vai prejudicar. Volto a afirmar: todo mundo sabe.”, disse o treinador, que ainda disse estranhar o amarelo aplicado a Bruno Henrique.

“– Prejudica. É o capitão, um dos grandes jogadores da equipe. Estranho. Só isso que eu digo. Estranho. Que eu vou fazer? Não tem marca nenhuma na meia, nada. O juiz não marca a falta, depois volta. Só estranho. Fazer o quê? Não dá para entender”, finalizou.

O diretor de Futebol Alexandre Mattos também questionou as advertências aplicadas.

“– Parece que o árbitro sabia claramente do jogo do Maracanã. Sabia que o (Marcos) Rocha está machucado e deu cartão para o Mayke, que não era para dar. Deu cartão para o Bruno Henrique, que não era para dar. Deu cartão para o Lucas Lima, que não era para dar. Um atrás do outro... Ele direcionou. Então mais uma vez a gente fica pensando e cobrando, porque está muito estranho. Do jeito que foi, está muito estranho. Já sabe que tem um jogo no Maracanã, já tira meio time, já tira as opções. Não dá mais para ficar só calado e mandando DVD”, disse o dirigente.

No campo de observações da súmula, o árbitro fez constar que a equipe do Ceará não respeitou a diretriz da CBF que determina que os clubes entrem em campo com até nove minutos de antecedência para a partida. O clube entrou após o horário previsto e gerou um atraso de três minutos no início da partida.

O árbitro informou ainda que expulsou o técnico do Ceará após a expulsão de Deyverson por gesticular e proferir: "seus merdas, vocês estão com tudo armado, merdas! são muitos fracos".   Ainda de acordo com a arbitragem, após ser expulso o treinador ainda teria feito gesto de roubo e obsceno em direção a torcida do Palmeiras e a caminho do vestiário teria dito: "isso é uma vergonha, vocês estão roubando, cambada de vagabundos".

Finalizado o primeiro tempo, o árbitro informou que o auxiliar do Ceará, Márcio Henrique se aproximou da arbitragem dizendo: "você apita bem, já apitou vários jogos meus, mas você marcou pênalti pela reclamação dos jogadores e seu 4° árbitro colocou fogo no jogo, não parava de falar e não deixando você apitar. Deixou todo banco nervoso até conseguir expulsar nosso treinador”.

O árbitro informou ainda que mesmo após informar ao auxiliar que ele estava expulso, Márcio Henrique retornou para o segundo tempo com a equipe e foi novamente informado sobre a expulsão e que não poderia permanecer na área técnica.

Infrações do CBJD:

Deyverson foi denunciado por jogada violenta prevista no artigo 254 do CBJD. A pena pode variar entre uma e seis partidas de suspensão.

Felipão, Alexandre Mattos e Márcio Henrique foram enquadrados por desrespeitarem a arbitragem, conforme artigo 258 do CBJD. O técnico do Palmeiras e o auxiliar do Ceará correm risco de suspensão por um a seis jogos, enquanto o dirigente do Palmeiras pode ser suspenso por 15 a 180 dias.

Lisca, treinador do Ceará, responderá por ofender a arbitragem. O artigo 243-F prevê como punição a suspensão por quatro a seis jogos e multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Por atrasar o início da partida, o Ceará foi denunciado nos artigos 206 e 191, inciso III. A primeira infração pode render multa de até R$ 1 mil por minuto de atraso, enquanto a segunda infração prevê multa que pode variar entre R$ 100 e R$ 100 mil.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.