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Operário x Guarani: Atletas advertidos
23/06/2021 11h44 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou na manhã desta quarta, dia 23 de junho, as infrações cometidas na partida entre Operário e Guarani, pela Série B do Brasileiro 2021. Por maioria dos votos, os auditores advertiram o goleiro Rafael Martins, do Guarani por hostilidade e, por unanimidade, advertiram também Alex Silva, lateral do Operário por ato hostil. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno.

A partida entre as equipes marcou a segunda rodada da Série B. Nos minutos finais o árbitro expulsou um de cada lado. Após levantamento na área, Rafael Martins caiu e deixou o pé que atingiu Alex. O jogador do Operário revidou e empurrou o goleiro adversário.

A Procuradoria denunciou ambos os atletas e enquadrou Rafael Martins por agressão física no artigo 254-A e Alex por ato hostil no artigo 250.

Presente na sessão virtual, Rafael Martins falou sobre o lance.

“Foi um lance que ocasionou essa situação. Não tinha muito o que fazer por já estar no alto e no domínio da bola. No tranco dele acabei me deslocando e minha perna pegou nele. No meu vídeo dá para ver que meu pé enroscou na camisa dele e não tive a intenção de machucar ele não. Não tinha como eu ver ele. Tenho 29 anos e passei 15 anos no Coritiba. Ano passado joguei o brasileiro inteiro e nunca tive uma situação dessa”, disse o goleiro do Guarani.

Após exibição do vídeo com o lance, o Subprocurador-geral da Justiça Desportiva, Glauber Navega reformou parcialmente a denúncia.

“Situação bem característica de ato de hostilidade entre ambos. A procuradoria vai requerer a desclassificação do atleta Rafael para a conduta do artigo 250. A meu ver não é caso de absolvição, mesmo que não tenha sido uma agressão houve o levantamento desnecessário da chuteira. Normalmente o goleiro levanta o joelho e, no caso, houve o levantamento do pé. Mantendo ato de hostilidade entre os denunciados”, sustentou o Subprocurador-geral.

Em defesa do Guarani, a advogada Patrícia Saleão pediu a absolvição do goleiro.

“Agradeço a lealdade da Procuradoria que fez a reforma da denúncia. Ao ler a súmula qualquer pessoa pensaria se tratar de agressão física, mas o vídeo é muito claro e mostra que o goleiro muito alto quando cai acaba se atrapalhando e sobre a perna que acaba atingindo o adversário sem o ânimo. O atleta acabou atingindo sem dolo e sem intenção. Eles estavam numa disputa, o goleiro cai e não consegue dobrar a perna. O atleta deve ser absolvido. Experiente, atuou em 41 jogos em 2020 e nunca teve problemas. Primeira passagem no STJD e a defesa pede a absolvição por entender que não houve intenção de hostilizar o adversário”, finalizou a advogada.

Pelo Operário, Alessandro Kishino destacou a ausência de gravidade ao pedir a absolvição de Alex Silva.

“O Alex acabou sendo vítima de uma situação iniciada pelo goleiro do Guarani, mas o fato é que o Alex foi atingido e reagiu a esse contato físico. O próprio árbitro relata que foi ato contínuo. Está em pé e acaba sendo atingido pela chuteira do goleiro caído e foi questionar. No nosso entendimento o Alex não cometeu qualquer tipo de infração disciplinar. Caso entendam que houve infração, que se entenda que o vermelho foi suficiente para punir e se aplique a pena mínima convertida em advertência”, sustentou.

Após as sustentações, o relator do processo, auditor Cláudio Diniz anunciou seu voto.

“O goleiro do Guarani foi o responsável pelo início e o ato seguinte não teria ocorrido. Levando em consideração a manifestação da Procuradoria e que a jogada não levou maiores consequências, desclassifico para o artigo 250 e aplico ao atleta Rafael a pena de uma partida sem converter pela rispidez no ato. O atleta Alex revidou com um empurrão e não gerou maiores consequências. Acolho a denúncia nos termos do artigo 250 e aplico a pena mínima convertendo em advertência”, justificou o relator.

O auditor Éric Chiarello acompanhou o entendimento e voto do relator.

Já o auditor Bruno Tavares divergiu apenas para advertir ambos os atletas.

O auditor Alexandre Monguilhott e o presidente Luís Felipe Procópio acompanharam a divergência para advertir ambos os atletas.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.