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Meia do CRB e médico do Paysandu punidos
08/11/2018 16h19 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniu na tarde desta quinta, dia 8 de novembro, o atleta do CRB, Diego Rosa, e o médico do Paysandu, Marcelo Coutinho Gaby. Por desrespeitar e empurrar o árbitro da partida, o meia Diego Rosa foi punido com um total de cinco partidas de suspensão, enquanto o médico foi punido com suspensão total de 10 dias e multa de R$ 10 mil por ofender e empurrar o quarto árbitro. A decisão foi anunciada por maioria dos votos e cabe recurso.

Para o Procurador Marcus Campos os fatos foram graves e merecem reprimenda do STJD.  “Fatos gravíssimos. A reclamação em si do Diego acho até que procede. Ao meu ver não seria um caso de expulsão, mas não a forma. Para mim ficou nítida a agressão. Ele empurra o árbitro. Empurrar ou dar um soco é agredir e o que precisa olhar é a intensidade. Ao médico a reclamação está no 243-F e há agressão sim contra o quarto árbitro. A súmula é muito clara e não há nada que possa elidí-la. A equipe de arbitragem tem que ser protegida. A Procuradoria requer que sejam punidos de forma severa”, pediu.

Defensora do Paysandu, a advogada Bárbara Paysandu  sustentou. “A denúncia ao médico infelizmente não conseguimos vídeo. Daí a defesa tem que pedir vênia a procuradoria do ponto de vista que equipe de assistência ao clube de fato não tem que se manifestar. Agora considerar que a conduta do médico foi agressão e ofensa à honra a defesa vai discordar. Precisamos ter um pouco de bom senso. Os xingamentos na cultura do futebol pode ser um desrespeito, mas não ofender a honra do árbitro. A segunda parte consta que ele agrediu o quarto árbitro. Empurrão não pode ser enquadrado como agressão física por não poder causar dano físico. Foi hostil e desrespeitoso, mas nunca agredir o árbitro.  A defesa pede a desclassificação”, defendeu.

Pelo CRB, o advogado Osvaldo Sestário exibiu prova de vídeo, lembrou que o atleta é primário e contextualizou o que ocorreu no jogo. “O CRB é o primeiro fora da zona de rebaixamento. Jogo empatado, falta clara do atleta do Paysandu que impediu uma manifesta chance clara de gol e que deveria ser punida com vermelho. O CRB com um homem a mais poderia conseguir fazer mais um gol. Houve um erro da arbitragem que não expulsou o atleta. Nessas condições o Diego disse: Cê tá louco? Eu não vejo como desrespeito ao árbitro. Peço a absolvição no artigo 258. A denúncia no artigo 254-A o atleta estica o braço e reclama. O artigo de agressão trás exemplos e fala em ser dolosamente ou contundente com o risco de causar dano. A defesa pede a desclassificação do artigo 254-A para o artigo 258”, finalizou.

Relator do processo, o Auditor Sormane de Freitas votou para punir ambos os denunciados. “Aplico um jogo no artigo 258 pelas palavras ditas e aplico quatro jogos no artigo 258 pelo empurrão, desclassificado artigo 254-A. Ao médico aplico multa de R$ 10 mil e suspensão por 6 partidas no artigo 243-F por ofensa e a pena mínima no 254-A de 180 dias por agressão.

O Auditor José Nascimento divergiu parcialmente quanto a pena aplicada ao médico. “Entendo que nunca um empurrão vai ser uma agressão física. Existem no caso dois desrespeitos contra a arbitragem, um pelo que foi dito e um pelo empurrão. Aplico um jogo no artigo 258 pelas palavras ditas e aplico quatro jogos no artigo 258 pelo empurrão. Ao médico, aplico seis jogos no artigo 243-F e R$ 10 mil multa. Pelo empurrão aplico seis partidas no artigo 258”, justificou.

O Presidente da Comissão, Auditor Rodrigo Raposo divergiu. “Aplico quatro jogos ao atleta, sendo três pelo empurrão no artigo 258 e um pelas palavras no artigo 258. Ao médico aplico quatro partidas pelo empurrão no 258 e no artigo 243-F aplico quatro partidas e multa de R$ 10 mil”, concluiu.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.