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Juve x Bota: Jogadas violentas e injúria racial
10/05/2019 18h46 | STJD

Daniela Pinho
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A Procuradoria denunciou as ocorrências na partida entre Juventude e Botafogo, pela Terceira Fase da Copa do Brasil. Expulsos em campo, Alex Santana e Jean responderão ambos por jogada violenta. Já o Juventude, mandante, será julgado por injúria racial cometida por um torcedor contra o volante Gustavo Bochecha, do Botafogo. O processo entrou na pauta da Terceira Comissão Disciplinar e será julgado na próxima quarta, dia 15 de maio, a partir das 13h30.

No segundo duelo entre as equipes, realizado no dia 11 de abril, o Botafogo foi eliminado da Copa BR. Em campo, o alvinegro carioca teve duas expulsões. Ainda no primeiro tempo Alex Santana recebeu o segundo amarelo aos 40 minutos por calçar o adversário Rafael Jataí. Nos acréscimos do segundo tempo Jean recebeu o vermelho direto após jogar a bola em cima do jogador do Juventude.

Ainda no segundo tempo, o volante Gustavo Bochecha afirmou ter sido chamado de “macaco” por um torcedor do Juventude que estava na arquibancada atrás do banco de reservas do Botafogo. De acordo com matérias jornalísticas, o torcedor infrator foi identificado, detido pela Polícia Militar e encaminhado para o Juizado do Torcedor. Na súmula, o árbitro Vinicius Furlan informou que “após o término da partida, o departamento jurídico do E.C. Juventude entregou uma ata de sessão realizada pelo juizado especial criminal”.

A Procuradoria denunciou os fatos por infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Alex Santana e Jean, atletas do Botafogo, responderão por jogada violenta prevista no artigo 254. A pena prevista é de suspensão que pode variar entre uma e seis partidas.

Responsável pela conduta de seu torcedor o Juventude foi enquadrado no artigo 243-G, parágrafo 2º por praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. A pena é de multa entre R$ 100 e R$ 100 mil e o torcedor identificado pode ser impedido de ingressar na praça esportiva pelo prazo mínimo de 720.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.