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INT x COR: Patrick e Xavier punidos
23/11/2021 12h20 | STJD

Divulgação / Site STJD
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A Segunda Comissão Disciplinar puniu os atletas Patrick, do Internacional, e Xavier, do Corinthians, por ato hostil na partida em partida da Série A do Campeonato Brasileiro. Por maior dos votos, os auditores aplicaram uma partida de suspensão a cada atleta e absolveram o clube gaúcho na denúncia por invasão de campo. A decisão é de primeiro grau e cabe recurso ao Pleno, última instância nacional.

Internacional e Corinthians se enfrentaram no dia 24 de outubro, pela Série A.  A partida terminou com um atleta a menos para cada lado. Na súmula o árbitro justificou a troca de hostilidade e empurrões. Xavier empurrou o peito do adversário Taison e Patrick empurrou Raul, do Corinthians. Além disso, a súmula narrou a invasão de campo de um torcedor do Internacional e a paralisação da partida por 10 segundos aos 45 minutos do segundo tempo para retirada do invasor. O árbitro informou que o torcedor foi identificado e lavrado boletim de ocorrência.

A Procuradoria denunciou Patrick e Xavier por infração ao artigo 250 do CBJD, por praticarem ato desleal ou hostil na partida e o Internacional no artigo 213, inciso II por deixar de prevenir e reprimir invasão de campo.

Na sessão virtual, o Procurador Delmiro Campos sustentou a denúncia.

"A Procuradoria ratifica todos os termos da denúncia, pede e espera o processamento com o devido provimento da denúncia eis que as imagens apresentadas denunciam de forma clara e evidente as infrações apontadas".

Defensor do Internacional, o advogado Rogério Pastl juntou provas e sustentou em favor do atleta Patrick e do clube.

"Aqui é um caso clássico da excludente de responsabilidade prevista no parágrafo 3º do artigo 213. O Internacional fez constar a informação da súmula no boletim de ocorrência. A pessoa que invadiu o gramado já saiu e foi a uma audiência do juiz de direito e fez uma transação ali mesmo no juizado dentro do estádio. A Procuradoria só não deixou de oferecer a denúncia por não ter em posse o Boletim de Ocorrência. O que se requer é a absolvição do clube. Ao Patrick, os fatos imputados de um jogo bastante intenso e o Internacional fez um gol nos minutos finais, com a partida encerrada em 2 a 2. Essa rivalidade entre Inter e Corinthians tem ficado sempre no limite do jogo. Patrick só tem uma única expulsão na carreira. Há na verdade troca de "gentilezas" e alguns empurrões, mas nada grave de levar uma punição. A expulsão naquele momento do jogo se justificou e o árbitro pode serenar os ânimos da partida. Poderia ter sido qualquer outra dupla de atleta a serem expulsos. Temos uma infração bem capitulada no artigo 250 por hostilidade, mas não é caso de punição severa. O que se requer é a aplicação da pena de advertência ao atleta".

O advogado João Zanforlin falou em seguida sobre a expulsão do meia Xavier, do Corinthians.

"O árbitro relatou e a própria denúncia capitulou no artigo 250, que é de hostilidade. Bem capitulada e denunciada. O jogador é primário e houve ali uma troca de empurrões. Não foi o João Vitor (Xavier) que empurrou o Patrick. O João empurrou o número 10 do Inter e o Patrick empurrou outro do Corinthians. O atleta Xavier já cumpriu a automática e, em razão da falta de potencial ofensivo, o jogador do Corinthians, se punido, deve ser convertido em advertência", finalizou a defesa.

O relator do processo, auditor Carlos Eduardo Cardoso, acolheu parcialmente o pedido das defesas.

"Caso clássico de ato hostil. Caso em que Procuradoria, defensores e relator convertem para o mesmo entendimento. Entendo que não há nenhuma objeção. Um empurra de um lado e outro de outro. Até pela ficha de ambos vejo que a aplicação da pena mínima é o suficiente. Não vou converter em advertência tendo em vista que é justamente esse ato de hostilidade que fez que a partida ficasse tumultuada em vez de abrandar. Ao Internacional, terceiro denunciado, a documentação nos autos corrobora a presença dos requisitos previstos no parágrafo 3º do artigo 213 que exime a responsabilidade do clube. Voto pela absolvição do clube", concluiu.

O auditor Washington Rodrigues divergiu parcialmente do relator.

"O entrevero entre atletas é comum aqui no Brasil. O árbitro espera, fica olhando ao longe e aí o problema vai crescendo. A culpa existe nos atletas e nos árbitros também que deixou desencadear e ficar maior. Vejo uma responsabilidade do árbitro também. Não me sinto a vontade para apenar os atletas. Voto para absolver os atletas e ao Internacional também", explicou.

Entendendo que a conduta hostil está configurada aos atletas e que a excludente do artigo 213 está prevista ao Inter, o auditor Iuri Engel e o presidente Felipe Diego acompanharam na íntegra o voto do relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.