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Goiás absolvido e meia do Atlético/GO punido
05/08/2022 15h11 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Goiás e Atlético/GO se encontraram no STJD do Futebol por ocorrências em duelo válido pela Copa do Brasil. Denunciado pelo arremesso de dois copos com líquido amarelo no campo de jogo, o esmeraldino identificou os torcedores, lavrou boletim de ocorrência e foi absolvido pela Quinta Comissão Disciplinar. Já o Dragão goiano teve o meia Edson punido com uma partida de suspensão por ato hostil ao empurrar um funcionário do clube adversário. A decisão é de primeiro grau.

O Goiás recebeu o Atlético/GO pela Copa BR e a partida encerrou com a vitória do time visitante por 3 a 0. Na súmula o árbitro relatou o arremesso de dois copos com líquido amarelo em dois momentos distintos da partida.

“Aos 41' minutos do primeiro tempo após o gol da equipe do Atlético Clube Goianiense, foi atirado um copo plástico com um líquido amarelo em direção aos jogadores que estavam comemorando o gol da sua equipe.

Aos 14' minutos do segundo tempo outro copo plástico com um líquido amarelo foi atirado no campo em direção ao goleiro da equipe Atlético Clube Goianiense que estava defendendo a meta próxima ao tobogã da torcida do Goiás”.

O árbitro informou ainda que os dois torcedores que atiraram os copos no campo de jogo foram detidos pela Polícia Militar que registrou o boletim de ocorrência em anexo na súmula. Já a conduta do atleta Edson foi relatada ao árbitro pela diretoria do Goiás. Segundo relatos o atleta do Atlético/GO empurrou com as duas mãos o peito de um funcionário do Goiás após o término da partida. O fato ainda foi corroborado com vídeo juntado.

A Procuradoria denunciou o Goiás e o Atlético/GO no artigo 213, inciso III, e o atleta Edson, do Atlético/GO com base no artigo 250 do CBJD, por ato desleal ou hostil.

Subprocurador-geral presente na sessão, Leonardo Andreotti falou sobre a denúncia.

“Há a informação sobre a confecção de um boletim de ocorrência e a detenção de dois torcedores que atiraram os copos. A súmula consta o lançamento de dois copos, mas não constam os boletins. Quero reiterar os termos da denúncia ao atleta Edson e chamo a atenção para as imagens que mostram um ato de hostilidade e que beira a agressão física. Embora seja primário, há um histórico disciplinar que demonstra o comportamento mais agressivo. Ao Atlético/GO, de fato concordo que houve um equívoco em denunciar o clube no artigo 213 uma vez que os copos foram arremessados por torcedores do Goiás e, portanto, a Procuradoria retira a denúncia. Ao Goiás a Procuradoria não se opõe a excludente prevista no artigo 213”.

A excludente foi sustentada pelo advogado do Goiás, João Vicente Morais.

“O caso é indiscutivelmente de se aplicar o parágrafo terceiro que fala da comprovação dos autores e exime a entidade da responsabilidade. Jogo extremamente complicado, jogo de torcida única por determinação do MP do estado de Goiás. O Goiás perdeu de 3 a 0 do seu maior rival. Jogo complicado dentro e fora de campo. Tivemos a infelicidade de dois torcedores arremessarem os copos e que foram imediatamente detidos. Tivemos a ajuda dos bons torcedores na identificação. Peço absolvição do clube”, pediu a defesa.

Com a retirada da denúncia do Atlético/GO no artigo 213, o advogado Marcos Egídio defendeu apenas o meia Edson.

“Ao atleta questiono a inépcia da inicial. A prova chegou nas mãos da Procuradoria através de um pedido feito do Goiás e esse pedido não consta nos autos. Entendo que é uma prova que foi trazida aos autos de uma forma não convincente e não pode ser constituída nesse processo. Esse identificado não consta no site como diretor de TI. Não se diz quem é o funcionário do Goiás que foi empurrado. A denúncia é totalmente inepta nesse sentido. Caso não entendam pela extinção do processo e entrem no mérito, o atleta ganha o jogo e a própria imagem mostra que esse funcionário desconhecido profere algumas palavras antes de ser empurrado. Apenas criou-se uma prova contra o seu maior rival.  As cabeças saíram quentes no final do jogo, mas muito mais para quem perdeu do que quem ganhou. Não se pode punir o atleta com um vídeo que não é conclusivo. A defesa pede a absolvição do atleta”, finalizou.

Os pedidos foram analisados pelo relator do processo, auditor Eduardo Mello.

“Absolvo o Goiás pela excludente. Entendo ser possível a denúncia contra o atleta. Também entendo que não há a necessidade de identificar a vítima aqui. Vemos a ficha com passagens por cuspir e agredir e um caráter violento. Acolho a denúncia para puni-lo com duas partidas de suspensão no artigo 250. O momento da infração faz parte da partida sim”, explicou o relator.

Os auditores Vanderson Maçullo e Alessandra Paiva concordaram que houve um ato hostil praticado pelo atleta Edson, mas divergiram na dosimetria para aplicar uma partida de suspensão ao jogador do Atlético/GO e acompanharam o relator na absolvição do Goiás.

Já o auditor Gustavo Caputo e o presidente Otacílio Araújo abriram nova divergência para absolver o atleta Edson, acompanhando a absolvição do Goiás.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.