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Gabriel Girotto advertido
26/10/2021 11h26 | STJD

Divulgação / Site STJD
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A Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol advertiu Gabriel Girotto, volante do Corinthians. O jogador foi denunciado por reclamação desrespeitosa contra o árbitro em partida da Série A. O julgamento aconteceu nesta terça, 26 de outubro, e a decisão em primeira instância cabe recurso.

Corinthians e América/MG jogaram no dia 19 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro, e, ao término da partida, Gabriel Girotto foi expulso. De acordo com a súmula, o volante do Corinthians protestou contra a arbitragem dizendo, com o dedo em riste e em alto tom de voz: "você me tirou da p* do próximo jogo, c*”. O árbitro ainda informou que sentiu-se ofensivo.

A Procuradoria enquadrou Gabriel Girotto no artigo 258, §2º, II do CBJD, por conduta contrária à disciplina ou ética desportiva ao reclamar de forma desrespeitosa contra as decisões da arbitragem.

O advogado João Zanforlin defendeu Girotto.

“Não existe aqui qualquer ofensa. Existe um desabafo do jogador que deu um azar terrível. Ele tomou o segundo cartão amarelo, já estava suspenso, e no final da partida ele se dirigiu e em desabafo falou aquilo. Com todo respeito, a defesa vem pedir a absolvição. 

O relator Diogo de Azevedo Maia também não viu gravidade nas palavras proferidas.

“Concordo totalmente. As palavras do atleta foram desabafos por ter tomado cartão já no final da partida, mas não vi nenhum desrespeito. As palavras que foram ditas são corriqueiras no futebol. Ele reclamou com o árbitro, mas não foi ofensivo, não foi desrespeito. Achei também exagero o árbitro dizer que se sentiu ofendido, porque um árbitro que se sente ofendido com essas palavras não pode apitar”, votou o relator absolvendo o atleta.

O auditor Carlos Eduardo Pontes divergiu aplicando a pena mínima de um jogo convertido em advertência, por entender que o dedo em riste foi um gesto desrespeitoso, ainda que as palavras não tenham sido. O auditor Iuri Engel e o presidente Felipe Silva acompanharam a divergência, enquanto o auditor Washington Rodrigues acompanhou o entendimento do relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.