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Gabriel absolvido e Nino suspenso por um jogo
05/12/2023 12h44 | STJD

Divulgação
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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol julgou a expulsão dos atletas Gabriel Barbosa, do Flamengo, e Nino, do Fluminense. Em sessão realizada nesta terça, dia 5 de dezembro, os auditores da Segunda Comissão Disciplinar absolveram Gabriel e aplicaram uma partida de suspensão ao zagueiro tricolor. A decisão foi proferida por unanimidade dos votos e cabe recurso.

Os atletas foram expulsos no clássico entre as equipes realizado no dia 11 de novembro. O árbitro Wilton Pereira Sampaio justificou a aplicação do vermelho direto aos 50 minutos do segundo tempo narrando uma peitada de Gabriel em Nino e o revide do atleta do Fluminense que segurou o adversário pelo pescoço.  O árbitro ainda informou que Gabriel entrou no campo após o fim da partida e foi questioná-lo sobre o motivo da sua expulsão.

Para a Procuradoria o atacante do Flamengo cometeu duas infrações, ato desleal na peita (artigo 250) e reclamação desrespeitosa (258, inciso II), enquanto Nino foi enquadrado por ato desleal (artigo 250).

A denúncia foi mantida em sessão pelo Procurador Delmiro Campos.

Em defesa de Gabriel Barbosa o advogado João Marcelo pediu a absolvição nas duas denúncias.

“Gabriel está denunciado por duas infrações sucessivas: uma peitada no Nino e no final da partida teria reclamado de forma desrespeitosa com o árbitro. Gabriel é um jogador amado pela torcida e detestado pelos rivais. Gabriel tem ficha longa mas na maior parte foi absolvido. Já tive aqui defendendo o Gabigol por usar uma plaquinha, por dizer que o jogo seria um inferno, pelo árbitro narrar que ele xingou e o vídeo comprovou que não fez.

Ele faz uma falta de jogo e, depois dessa falta, o Nino vai na direção do Gabigol. Além disso, não faria sentido o Gabigol com a estatura dele peitar um jogador alto como o Nino. O Gabigol não é um jogador desleal. O pedido é pela absolvição uma vez que não houve peitada.

A segunda infração o atleta entra e pergunta o motivo da expulsão. As aspas do árbitro são literais e ele tinha o direito de saber o motivo de ter sido expulso e saiu de campo tranquilamente sem desrespeito. Portanto, o fato do jogador ter ido na direção do árbitro não é uma infração. O pedido também é pela absolvição”, finalizou.

Lucas Maleval, integrante do Jurídico do Fluminense, defendeu o atleta Nino.

“Com todas as vênias a Procuradoria, uma punição do atleta Nino sai um pouco do objetivo da Justiça Desportiva. FlaFlu em que o Flamengo disputava a liderança do Brasileiro e o Fluminense vinha da conquista da Libertadores. O Nino é muito mais alto que o Gabriel Barbosa, após tomar uma entrada forte, foi tirar satisfação, tomou uma reação e o empurrou. Por conta da estatura, esse empurrão que seria no peito acabou pegando no rosto.

A expulsão do árbitro me parece exagerada e se não foi, no mínimo foi satisfativa. A Justiça Desportiva deve intervir quando tiver excesso e nesse caso não há qualquer excesso que mereça punição. Nino está no Fluminense desde 2019 e só esse ano teve o primeiro julgamento no STJD e foi advertido. Atleta educado, respeitado pelos árbitros e que sabe ponderar. O pedido é pela absolvição do atleta”, concluiu.

Concluídas as sustentações, o relator do processo, auditor Washington Rodrigues anunciou seu voto.

“Sinceramente não vi no lance peitada, talvez no máximo um cartão amarelo. Depois do fim da partida foi perguntar normalmente ao árbitro. Voto pela absolvição do atleta Gabriel nos dois artigos. Nino pega no pescoço e acho que houve um excesso dentro dos conformes e nada que pudesse gerar duas partidas de suspensão. Aplico uma partida de suspensão”, justificou.

O voto do relator foi acompanhado pelos auditores Diogo Maia, Iuri Engel, Marcelo Belizze e pelo presidente da Comissão, auditor Carlos Eduardo Cardoso.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.