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Flamengo multado por arremesso de copos
05/08/2019 11h48 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniu o Flamengo na manhã desta segunda, dia 5 de agosto, pelo arremesso de copos com líquido na eliminação da equipe na Copa do Brasil. Denunciado no artigo 213, inciso III do CBJD, o Flamengo foi multado em R$ 5 mil pela ação de torcedores. A decisão, proferida por unanimidade dos votos, cabe recurso.

O Flamengo perdeu nos pênaltis no segundo duelo contra o Athletico/PR e acabou eliminado na Copa do Brasil. Na súmula da partida, o árbitro narrou a conduta de torcedores que arremessaram copos com líquido na direção dos atletas do Flamengo quando os mesmos deixavam o campo de jogo.

A Procuradoria denunciou o clube carioca por infração ao artigo 213, inciso III do CBJD por deixar de prevenir e reprimir lançamento de objetos.

Em sessão, o Procurador Michel Sader reiterou os termos da denúncia e pediu a punição do Flamengo.

Pelo Flamengo o advogado Michel Assef Filho afirmou ter vídeo mostrando os arremessos e que os copos não atingiram nenhum atleta. O defensor explicou os fatos e sustentou a falta de gravidade. “Arremesso em direção dos atletas no final da partida e que o Flamengo perdeu a vaga para o Athletico na Copa do Brasil. Primeiramente tem que ser afastado a gravidade. Copo plástico com líquido não tem qualquer chance de ocorrer alguma ofensa a integridade física de algum atleta ou prejuízo no decorrer da partida e, por isso, a gravidade no parágrafo primeiro deve ser afastado. Os próprios atleta do Flamengo que acabam sendo vítimas dos arremessos e o clube corre o risco de ser penalizado. A própria vítima seria responsabilizada pela atitude do ofensor”, sustentou Assef.

Relator do processo na Comissão, o Auditor Alexandre Magno afastou a punição de perda de mando de campo. “A defesa nos apresentou uma gravidade inexistente, mas não apresentou nenhuma excludente. Condeno o Flamengo em multa de R$ 5 mil, considerando que a última punição no artigo foi de R$ 3 mil”, justificou.

Os Auditores Douglas Blaichman, João Riche, Gustavo Teixeira e o Presidente Lucas Rocha acompanharam o entendimento e dosimetria do relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.