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Edílson tem suspensão mantida
08/07/2019 16h00 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Pleno do STJD do Futebol manteve a condenação ao atleta Edilson, do Cruzeiro, por jogada violenta ao acertar Nico López na partida contra o Internacional. Em recurso julgado nesta segunda, dia 8 de julho, os Auditores mantiveram a pena de duas partidas de suspensão ao lateral. A decisão foi proclamada por unanimidade dos votos.

Edilson foi expulso na quarta rodada da Série A após atingir Nico López por, segundo narrado na súmula, com uma cotovelada no rosto. A Procuradoria denunciou o lateral por agressão física (artigo 254-A) do CBJD. Julgado em primeira instância os Auditores desclassificaram a conduta para jogada violenta (artigo 254) e aplicaram duas partidas de suspensão ao jogador do Cruzeiro. Descontente com a decisão a Procuradoria recorreu ao Pleno.

“Me pareceu que foi intencional, mas que não seja reduzida a pena a menos de duas partidas. Se entenderem que foi jogada violenta foi muito violenta e intencional. Houve sim a intenção de interferir na jogada de forma violenta. O que requer é que não seja reduzida a punição”, justificou o Procurador-geral Felipe Bevilacqua ao Pleno.

Em defesa de Edilson o advogado Teothônio Cheront sustentou que a pena aplicada ao atleta foi proporcional a infração cometida.

“O Cruzeiro não recorreu por entender que houve sim jogada violenta. A defesa entende que a punição foi adequada. Mas não posso concordar com a tentativa de fazer prevalecer agressão física. O lance ocorreu na disputa de bola e obviamente com força excessiva sim, mas em nenhum momento desferiu cotovelada no adversário. Entrada dura e com muita vontade e que vai para força desproporcional. Não houve grave lesão. O atleta atingido usa aparelho dental e qualquer toque geraria um sangramento. Eu teria usado um protetor bucal”, defendeu.

No entendimento do relator do processo, Auditor João Bosco Luz, a pena foi adequada e, por isso, negou provimento ao recurso da Procuradoria para manter duas partidas por jogada violenta ao atleta Edilson.

O voto do relator foi acompanhado pelos demais Auditores presentes e a decisão proclamada por unanimidade.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.