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Edílson suspenso e Inter absolvido
10/06/2019 13h19 | STJD

Daniela Lameira / Site Stjd
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A Primeira Comissão Disciplinar do STJD julgou na manhã desta segunda, dia 10 de junho, as ocorrências na partida entre Internacional e Cruzeiro. Por maioria dos votos, os Auditores puniram Edílson com dois jogos de suspensão por jogada violenta ao acertar Nico López com uma cotovelada. Já por unanimidade, o Internacional foi absolvido do arremesso de um copo. A decisão cabe recurso.

As infrações foram cometidas na quarta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Já nos acréscimos do segundo tempo, Edílson tenta parar Nico López, atinge o adversário com uma cotovelada no rosto e acaba expulso com o vermelho direto. Ao deixar o campo, um torcedor arremessou um copo com líquido na direção do atleta.

A Procuradoria enquadrou Edílson por praticar agressão física e o Internacional por não prevenir e reprimir o arremesso de objeto em campo.

Diante da Comissão, o advogado do Cruzeiro juntou prova de vídeo e a defesa do Inter prova de vídeo e ata da audiência no Jecrim ocorrida no mesmo dia do jogo após a identificação do torcedor que ficou proibido de frequentar o estádio nos próximos oito jogos.

Presente na sessão, Edílson prestou depoimento e contou sua versão sobre a jogada.

“A jogada em si são lances de 2 a 3 segundos de pensar muito rápido. Fui realmente fazer a falta e matar a jogada. Não vou mentir, porém não tenho como ir de braços fechados. Fui de braços abertos para dar um tranco e fazer a falta. Em momento algum pensei em acertar o cotovelo nele. Já fui expulso algumas vezes, mas não tive essa maldade de acertar e dar uma cotovelada nele”.

Rafael Carneiro, Procurador da sessão, pediu a condenação do atleta do Cruzeiro. “Edílson teve expulsão direta que demonstra gravidade. Pondero e peço, de forma alternativa, que se não for agressão que seja tipificada por jogada violenta”.

Pelo Cruzeiro, Teothônio Chermont defendeu Edílson. “A denúncia está equivocada e é muito pesada nos termos quando pede que ele seja condenado na pena máxima do artigo 254-A. Pra mim ficou claro que foi a típica jogada que o aleta vai dar um tranco para parar a jogada. Se entenderem que houve uma maldadezinha temos que enquadrar em ato de hostilidade. Sustento que houve sim uma jogada violenta em que ele foi sim com uma força excessiva. Uma partida estaria mais do que justa para um atleta tecnicamente primário”.

Defensor do Inter, o advogado Francisco Balbuena, sustentou em seguida. “O Internacional entende que este fato foi gerado em razão do que aconteceu no lance e da lesão causada ao atleta do Internacional. A gente vem de um histórico de rivalidade envolvendo o Grêmio e o atleta Edílson. No entendimento do Internacional a ação da torcida foi em revolta a lesão causada ao atleta do Internacional que sangrou muito. O torcedor foi identificado e punido. O Internacional pede sua absolvição”.

Para o relator do processo, Auditor João Riche, não houve agressão, mas imprudência e jogada violenta. “No meu sentir ninguém faz propositalmente. Não vejo como agressão, mas assumiu o risco. Entra numa disputa de bola com o braço aberto levantado, assume o risco. Atleta expulso e já cumpriu automática. Desclassifico para jogada violenta e aplico dois jogos. Absolvo o Internacional”, justificou.

O Auditor Alexandre Magno se filiou a tese de jogada violenta. Aplicou também dois jogos a Edílson e votou para absolver o Inter.

Presidente em exercício, o Auditor Gustavo Pinheiro divergiu na dosimetria a Edilson e absolveu o Internacional. “Ficou claro que não houve a intenção de atingir. Mas ele vai com o braço mais alto e esticado na direção do rosto do jogador. Com a lesão e sangramento, entendo que o ideal seriam três partidas”, explicou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.