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Doping de Marquinhos é adiado
01/02/2018 13h50 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Punido com um ano de suspensão por doping positivo em partida do Campeonato Brasileiro, o zagueiro Marquinhos, do Figueirense, teve o recurso retirado da pauta nesta quinta, dia 1 de fevereiro, em sessão do Pleno do STJD do Futebol. O adiamento ocorreu a pedido do relator do processo, Auditor João Bosco Luz para melhor análise das provas juntadas no caso. A previsão é que o processo retorne na pauta da próxima sessão a ser agendada.

Entenda o caso:

O defensor teve o Resultado Analítico Adverso no exame de urina realizado após a partida entre Chapecoense e Figueirense, realizada no dia 6 de novembro, pela Série A do Campeonato Brasileiro 2016. De acordo com o documento emitido pelo Presidente da Comissão, Dr Fernando Solera, na amostra de urina do atleta foi encontrada as substâncias anabólicas “19-norandrosterone, androsterone e pregnanediol”, todas proibidas pelo Regulamento de Controle de Doping da CBF e pela WADA, Agência Mundial Antidopagem e confirmadas na Amostra B realizada. Comunicado sobre o resultado, o Presidente do STJD do Futebol, Ronaldo Piacente suspendeu preventivamente o jogador.

A pedido da defesa e do atleta, em contraprova realizada em fevereiro de 2017 no Canadá, novamente testou a presença de três substância anabolizantes da urina de Marquinhos.

Em defesa preliminar apresentada foi requerida a baixa dos autos em diligência e o adiamento do julgamento previsto para o dia 15 de maio de 2017 afirmando que a análise do DNA da urina nas amostras A e B não seriam compatíveis com o DNA do atleta e solicitando que um laboratório credenciado a WADA averiguasse possível contaminação das amostras sob pena de nulidade processual. O pedido foi deferido pelo relator em primeira instância, Auditor Douglas Blachman , que determinou que os custos fossem arcados pelo jogador. O procedimento foi acompanhado pela Comissão de Doping da CBF.

O resultado do exame foi anexado ao processo em 31 de agosto de 2017 e concluiu que não foi encontrado nenhum outro DNA humano  nas amostras de urina que apresentaram o resultado analítico adverso, ou seja, o doping positivo.

Julgado no dia 4 de dezembro pela Primeira Comissão Disciplinar, o atleta prestou depoimento e negou ter feito uso de qualquer substância dopante. Já a advogada Luciana Lopes alegou existir irregularidades no processo de coleta e manuseio das amostras, sugerindo a quebra da cadeia de custódia e a confiabilidade das amostras, consequentemente dos resultados.

Após ouvirem as partes e analisarem as provas, os Auditores da Comissão aplicaram a pena base de dois anos de suspensão a Marquinhos, reduzindo pela metade face a aplicação do artigo 10.5.2 do Código Mundial da FIFA por entenderem que houve inexistência de culpa ou negligência significativa. Publicada a decisão, a Procuradoria recorreu pedindo o aumento da pena, enquanto a defesa pede a redução.

Com a retirada do processo de pauta nesta quinta, dia 1 de fevereiro, o caso deve ter um desfecho na próxima sessão do Pleno.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.