LEIA MAIS@ 26/10/2021 - 13h03 | Juventude e zagueiro punidos
LEIA MAIS@ 26/10/2021 - 12h00 | Cuiabá: Marllon Borges punido
LEIA MAIS@ 26/10/2021 - 11h26 | Gabriel Girotto advertido
LEIA MAIS@ 25/10/2021 - 17h02 | Luxemburgo tem Transação homologada
LEIA MAIS@ 22/10/2021 - 17h01 | Pleno: Sessão com 13 processos

Diretor e supervisor do Náutico suspensos
14/10/2021 11h55 | STJD

Divulgação / Site STJD
a A

A Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol suspendeu em 30 dias o diretor de futebol Ari Barros e o supervisor Bruno Ricardo, ambos do Náutico, por desrespeito à arbitragem. O meia Bryan também foi julgado nesta quinta, 14 de outubro, mas absolvido. A decisão de primeiro grau cabe recurso.

Na partida entre Avaí e Náutico, pela Série B, no dia 14 de agosto, o árbitro mencionou na súmula que Ari Barros e Bruno Ricardo entraram no campo ao término do jogo e, de forma desrespeitosa, reclamaram da arbitragem. Ari teria dito “você é um v*, deveria ter vergonha do que fez aqui, você é um s*, seu m*” e Bruno “seu v*, que vergonha de arbitragem você fez, você vai aparecer em Recife, seu ladrão”. Ainda de acordo com o documento de jogo, ambos precisaram ser contidos pelo policiamento e atletas do Náutico.

A Procuradoria enquadrou o diretor e o supervisor no artigo 258, §2º, II do CBJD, “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”. Os dois denunciados prestaram depoimento pessoal, assumiram terem entrado no campo e reclamado, confessaram arrependimento, mas negaram os xingamentos.

Diante dos depoimentos, o Procurador da sessão, João Guilherme Guimarães, pediu a inclusão do artigo 258-B do CBJD, por invasão ao campo.

O meia Bryan, também do Náutico, recebeu o segundo cartão amarelo aos seis minutos da etapa final, por puxar o adversário. O Procurador da sessão pediu a desclassificação do artigo 254 do CBJD, “jogada violenta”, enquadramento inicial, para o artigo 250 do CBJD, “ato desleal ou hostil”.

Diretor, supervisor e jogador foram defendidos pela advogada Patrícia Saleão.

O relator, Felipe Rego Barros, acolheu o aditamento da denúncia para inclusão do artigo 258-B e aplicou 15 dias de suspensão ao diretor e ao supervisor por invasão. Pelas palavras ditas, Felipe deu mais 15 dias a cada um, totalizando 30 dias de suspensão. O presidente em exercício José Dutra Junior acompanhou o relator, ficando vencida a auditora Adriene Hassen, que puniu ambos com 20 dias considerando a absorção dos artigos.

 A absolvição do atleta Bryan também foi por maioria de votos. O relator converteu a pena mínima de um jogo em advertência e a auditora Adriene Hassen divergiu absolvendo o atleta, sendo acompanhada pelo presidente José Dutra Junior. 


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.