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Diego Souza punido por ato desleal
18/11/2020 15h03 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O atacante Diego Souza foi julgado nesta quarta, dia 18 de novembro, pela expulsão na partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro. Em sessão da Terceira Comissão Disciplinar, o jogador do Grêmio teve a denúncia de agressão desclassificada para ato desleal ou hostil e recebeu a punição de uma partida de suspensão. No mesmo processo o gandula Ulysses Borges da Silva foi punido com suspensão por 30 dias por retardar a reposição da bola. A decisão cabe recurso.

O árbitro da partida narrou na súmula que Diego Souza recebeu o vermelho direto por conduta violenta ao acertar com pontapé a coxa do adversário. O gandula Ulysses Borges da Silva também foi expulso na partida por retardar a reposição da bola.

Em sessão de julgamentos virtual, após exibição da prova de vídeo, a Procuradora Danielle Maiolini manteve a capitulação da denúncia no artigo 254-A entendendo que houve agressão física. “Corroborada com a prova de vídeo, a Procuradoria vai manter a denúncia entendendo que além do lance na disputa de bola da para ver que o Diego dá uma atingida adicional e intencional”, concluiu a Procuradora.

O advogado do Grêmio, Marcelo Mendes, sustentou o pedido de desclassificação. “As imagens falam por si só e esclarece qualquer dúvida que tenha ficado com relação ao relato da arbitragem. Mais uma vez discordando da Procuradoria eu não consigo enxergar o dolo específico que é exigido para caracterizar a infração ao artigo 254-A. Lembrando que esse dolo é específico no artigo que exige que haja o intuito e objetivo de destruir, em agredir o adversário e realmente ofender a integridade física. O que mais chamou a atenção do vídeo foi a atitude do atleta adversário que demora quase cinco segundos para cair no chão. Ele olha pro árbitro e só depois cai no chão. O atleta tenta levar o árbitro a erro e deve ser repreendida. Não houve nem intensidade para agressão física. O pedido é para desclassificação para o artigo 250 entendendo que houve uma atitude hostil, mas sem a intenção de lesionar o adversário”, pediu a defesa.

Com o mesmo entendimento da defesa, o relator do processo, auditor Cláudio Diniz justificou seu voto. “Atleta tecnicamente primário. Não verifico a existência da conduta tipificada pela Procuradoria. Ao meu sentir não houve intenção de causar dano ao adversário. Desclassifico a conduta para o artigo 250 e aplico a pena de suspensão de uma partida ao atleta Diego Souza. Em relação ao gandula já teve condenação semelhante. Aplico pena de suspensão ao gandula de 30 dias”, explicou.

O auditor Éric Chiarello divergu para advertir Diego Souza e acompanhou na pena de 30 dias ao gandula. Já o auditor Bruno Tavares acompanhou o relator na punição de uma partida a Diego Souza e divergiu para aplicar 15 dias de suspensão ao gandula Ulysses Borges da Silva.

O auditor Alexandre Mongilhott e o presidente Luis Felipe Procópio acompanharam o entendimento e dosimetria do relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.