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Danilo Barcelos recebe a pena mínima
07/10/2020 15h00 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os Auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgaram nesta quarta, dia 7 de outubro, o atleta Danilo Barcelos, do Fluminense, o assistente técnico do Corinthians, Mauro Aparecido e o gerente de futebol do clube paulista Vilson Menezes. Denunciado por jogada violenta, Danilo foi punido com uma partida de suspensão, enquanto os integrantes do Corinthians receberam a pena de advertência por conduta antidesportiva ao se dirigirem a arbitragem do jogo. A decisão cabe recurso.

Danilo Barcelos foi expulso na sua partida de estreia pelo Fluminense, pela 10ª da Série da Série A. Nos minutos finais do confronto com o Corinthians, o lateral atingiu Michel Macedo com uma entrada dura e acabou expulso após recomendação do VAR.

Em sessão de julgamento virtual o atleta do Fluminense falou sobre o episódio.

“Na minha visão de jogo eu estava totalmente inteiro no lance, a bola era totalmente minha e em momento algum eu faria falta no Michel. Minha visão de jogo foi um passe curto.  O Bráulio (árbitro) estava muito bem no jogo. Minha primeira atitude dentro do vestiário foi pegar o número do Michel e pedir perdão antes mesmo do jogo acabar. Foi um lance totalmente isolado e minha estreia pelo Fluminense. Foi uma infelicidade e faltavam dois minutos para acabar o jogo. Essa foi minha terceira expulsão na carreira e a primeira com vermelho direto”, desabafou o atleta.

Também denunciado no processo, o gerente de futebol do Corinthians, Vilson Menezes negou que tenha desrespeitado a arbitragem.

“Fui exposto numa situação que não fiz. Estou há um ano e meio na função e todas as vezes que fui falar com a arbitragem sempre fui com muito cuidado. Estava com o presidente André Sanchez do meu lado quando fui falar com a arbitragem. Não falei palavrão para a arbitragem e jamais falaria pela minha conduta e princípios meus.  Estava no corredor do Maracanã com várias outras pessoas. Falei com ele no intervalo e ao final do jogo eu fui irônico e falei: ‘parabéns pela arbitragem de hoje, foi boa’. Tinham dirigentes, comissão técnica, seguranças e outras pessoas ao redor”, disse o dirigente.

O assistente técnico Mauro Aparecido também foi denunciado, mas não prestou depoimento.

Advogado do Fluminense, Lucas Maleval defendeu Danilo Barcelos e lembrou o ótimo histórico do jogador. “Nesse lance o jogador do Fluminense corre de forma lateral. Ele está muito mais rápido e mais perto da bola.  Ele afirmou ter certeza que chegaria primeiro na bola e isso comprova a ausência de dolo eventual. O árbitro sequer deu a falta e iria continuar o jogo até que foi acionado pelo VAR, que tem replay em câmera lenta, vê por muitos ângulos. Me chamou a atenção que o Danilo fez questão de pedir desculpas assim que foi para o vestiário. Atleta com 10 anos de profissional ter apenas dois apontamentos na ficha disciplinar comprova que é um atleta disciplinado. Ficou claro que não teve a intenção de atingir o adversário. Levando em consideração a ausência de dolo, que o atleta atingido retornou para o jogo, primeira expulsão direta e terceira na carreira de 10 anos, a defesa pede a pena mínima ao atleta Danilo”, sustentou Maleval.

Do lado do Corinthians o advogado João Zanforlin falou em defesa dos integrantes do clube. “Nós sabemos o que o árbitro colocou no relatório por uma informação passada pelo assistente. Vilson Menezes negou que tenha dito as palavras narradas. Que seja punido na pena mínima de 15 dias com a conversão para advertência. Peço o mesmo ao denunciado Mauro, ressaltando ainda que os dois denunciados são primários.

Logo após as sustentações o relator do processo, auditor Rodrigo Raposo anunciou e justificou seu voto.

“Poucas vezes vi uma ficha disciplinar tão limpa como a do Danilo Barcelos. O atleta deu uma aula de primariedade com a última condenação em 2013. São 7 anos jogando no futebol brasileiro e isso tem que pesar. Achei a conduta grave, poderia causar um mal muito grande ao atingido, mas não causou. Foi jogada violenta. Votaria por dois jogos de suspensão e, levando em consideração a ficha, aplico uma partida de suspensão. Ao segundo denunciado vejo como de pequena gravidade e aplico a pena de advertência ao Mauro no artigo 258. O Vilson abordou o árbitro e foi irônico. Aplico a pena de advertência no artigo 258”, explicou.

Vice-presidente da Comissão, o auditor Éric Chiarello acompanhou o relator na íntegra, enquanto o auditor Cláudio Diniz acompanhou o relator na pena de advertência aos dirigentes do Corinthians e divergiu para aplicar três jogos a Danilo Barcelos, ressaltando que a jogada foi muito violenta e grave.

Presidente da Terceira Comissão, o auditor Luis Felipe Procópio foi o ultimo a votar e acompanhou o relator em todos os denunciados fazendo apenas algumas considerações.

“Entendo que o Danilo foi absolutamente imprudente com um carrinho perigosíssimo e a ficha disciplinar dele também é impressionante. Em respeito a essa ficha disciplinar eu também vou acompanhar o relator na aplicação de uma partida de suspensão no 254, acompanhando o relator na aplicação de advertência aos dois dirigentes do Corinthians”, finalizou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.