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Cuquinha advertido e São Paulo absolvido
21/11/2022 14h07 | STJD

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A Primeira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol advertiu o auxiliar Cuquinha, do Atlético/MG, por reclamação desrespeitosa e absolveu o São Paulo pelo uso de um sinalizador em sua torcida. O processo foi julgado nesta segunda, dia 21 de novembro, em decisão por maioria dos votos. O processo pode chegar ao Pleno, última instância.

As infrações foram narradas na súmula da partida entre São Paulo e Atlético/MG, válida pela Série A. O auxiliar técnico do Galo foi expulso aos 50 minutos do segundo tempo de jogo, no caso já nos acréscimos da partida, pela aplicação do cartão vermelho direto, por deixar o banco de suplentes, se aproximar da lateral do campo de jogo, e aos gritos proferir de forma grosseira as seguintes palavras para o árbitro da partida: "vai cagar c******". O árbitro relata na súmula que se sentiu ofendido, e que o denunciado deixou o campo de jogo sem oferecer resistência.

O árbitro narrou ainda a conduta de um torcedor.

“Informo que aos 40 minutos do primeiro tempo, no momento em que a partida estava paralisada, motivada pela comemoração de um gol da equipe mandante, 01 (um) sinalizador foi aceso no setor destinado a torcida da equipe mandante. Imediatamente solicitamos ao delegado da partida, que prontamente informou no sistema de som para que o mesmo fosse apagado, em ato continuo a solicitação foi respeitada. A atitude não gerou impacto significativo no reinicio do jogo.”

Em sessão o advogado Douglas Daumerie Junior defendeu o auxiliar do Atlético/MG.

“Cuquinha foi punido pelo árbitro da partida que é autoridade máxima. O clube pugna pela absolvição e ressalta que ele é tecnicamente primário, cumpriu a automática e sai de campo sem oferecer resistência alguma”, explicou o defensor.

Já o advogado Tiago Amaro sustentou o pedido de absolvição do São Paulo.

“Caso simples. Acho que deveria ser liberado esse tipo de sinalizador. É uma festa da torcida. A defesa vem pedir a absolvição ou a penalidade mínima. O São Paulo faz campanhas e o uso não atrapalhou e não atrasou a partida”, finalizou.

Concordando com as defesas, o relator do processo, auditor Miguel Cançado proferiu seu voto.

“Sem maior gravidade o auxiliar proferiu as palavras narradas. Estou sugerindo ao colegiado pela aplicação da pena de uma partida e converter em advertência para que se contenha no exercício da atividade de auxiliar técnico e não interfira nas partidas. Ao São Paulo acolho a tese do clube e também acho que não houve prejuízo. Voto pela absolvição do clube paulista”, justificou o relator.

O auditor Ramon Rocha e o presidente Alcino Guedes votaram na íntegra com relator. Já o auditor José Maria Philomeno divergiu do relator apenas no tocante o auxiliar técnico entendendo pela aplicação de uma partida de suspensão sem a conversão.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.