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Cruzeiro: multa e portões fechados
31/01/2020 10h54 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou o Cruzeiro por mais um episódio de desordens e arremessos de objetos no Mineirão durante o Campeonato Brasileiro 2019. Em sessão realizada manhã desta sexta, dia 31 de janeiro, os Auditores aplicaram multa total de R$ 40 mil e três mandos com portões fechados ao clube mineiro. A decisão foi proferida por unanimidade de votos e cabe recurso ao Pleno, última instância nacional.

Na partida entre Cruzeiro e CSA o árbitro relatou que em diversos momentos acenderam sinalizadores na torcida mandante e arremessaram diversos objetos no campo de jogo, além de tumulto onde estava localizada a torcida do Cruzeiro gerando a paralisação da partida por dois minutos. A Procuradoria denunciou o Cruzeiro por infração aos artigos 211, 213 incisos I e III e artigo 191 do CBJD.

Suprocurador-geral da Justiça Desportiva, Gustavo Silveira justificou o pedido de condenação do Cruzeiro.

“Os vídeos só corroboram com o que foi narrado pelo árbitro. Foram 6 episódios distintos: sinalizador, arremesso de copos e sinalizador, tumulto generalizado, arremesso de uma garrafa , arremesso de copo de plástico e no término da partida arremesso de vários copos, chinelos, uma lata de energético fechada, lata de cerveja fechada e consta que um copo atingiu o peito de um jogador do CSA. O Cruzeiro vem sendo denunciado reiteradamente por atos de sua torcida. A situação é tão reincidente que a Procuradoria reitera o pedido para que o clube jogue no estádio com portões fechados”, finalizou.

Antes da sustentação o defensor do Cruzeiro juntou Boletins de ocorrência, relatórios da polícia civil de MG, cópia do inquérito civil aberto pelo MP de MG e decisões anteriores do STJD em episódios similiares como prova documental.

Logo após o advogado Theotonio Chermont sustentou.

“O Artigo 211 não se aplica e ficou pacificado que diz respeito a questões estruturais. Houve todo o tumulto, mas não há como somar os fatos para fim de agravamento das penas. O Cruzeiro teve um ano muito difícil. Deve ser levado em consideração que é humanamente possível o clube ter controle de certas situações. Se os torcedores resolverem se degladiarem em batalhas campais podem colocar 800 ou mil seguranças que não dará jeito. Há muito tempo o Cruzeiro vem tentando com o MP criar um plano para que essas torcidas sejam afastadas dos estádios. Tudo isso precisa ser levado em consideração para fins de dosimetria de pena. A defesa pede que se aplique uma dosimetria similar ao que foi aplicado pelo Pleno na sessão de ontem(quinta)”, concluiu.

Finalizadas as sustentações o relator do processo, Auditor José Maria Philomeno proferiu seu voto e justificou.

“Não há justificativa para interditar o Mineirão. Infrações de responsabilidade do mandante e da torcida. Não vejo deficiência estrutural no estádio. Foram diversos sinalizadores que causou a paralisação da partida. Sinalizadores jogados no campo e colocando em risco o decorrer da partida como a segurança e integridade física de atletas e torcedores. Aplico a multa de R$ 20 mil pela desordem no artigo 213, inciso I. Os arremessos de objetos foram diversos para atingir os jogadores. Acolho a denúncia no artigo 213, inciso III e aplico multa de R$ 20 mil e aplicar três jogos com portões fechados pela gravidade dos fatos”, explicou o relator.

Luis Felipe Procópio Acesos sinalizadores, arremessados no campo, estouro de bombas, paralisação da partida, tumulto generalizado, enfrentamento com a polícia, arremessos de muitos objetos e conclui que o mandante não tomou as medidas preventivas e repressivas. O gravíssimo conjunto da obra praticado pelos torcedores do Cruzeiro concordo com o relator

Os Auditores Adilson Alexandre Simas e Alcino Junior acompanharam o relator na íntegra.

Presidente da Comissão, o Auditor Luiz Felipe Bulus também acompanhou e acrescentou que os episódios foram muito graves sendo o Cruzeiro  merecedor das perdas de mando.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.