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Cruzeiro: clube, atletas, preparador e funcionário julgados
22/11/2022 13h50 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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As infrações do Cruzeiro na partida contra o Guarani foram julgadas nesta terça, dia 22 de novembro, pela Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. O clube foi multado em R$ 2,4 mil por atraso e absolvido de arremesso de copos após a identificação dos infratores e ainda teve o lateral Machado suspenso por dois jogos, enquanto o atacante Edu e o lateral Daniel Junior suspensos por uma partida, cada. O time mineiro ainda teve o preparador físico Gonzalo Menoni punido com uma partida de suspensão e o funcionário Enrico Ambrogini advertido. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

As ocorrências foram narradas na súmula da partida válida pela 36ª rodada da Série B.

EDU - Enquadrado no artigo 250 do CBJD por praticar ato desleal ou hostil:

“Na comemoração do gol da equipe adversária, o mesmo sair do seu banco de suplentes e ir na direção dos atletas adversários que estavam comemorando o gol e agarrando a camisa de forma agressiva de seu adversário nº 10 Giovanni Augusto Oliveira Cardoso, dar início a um princípio de confusão”, narrou o árbitro sobre o atacante.

MACHADO - Denunciado pela Procuradoria por jogada violenta descrita no artigo 254 e por conduta antidesportiva no artigo 258.

“Expulso após receber uma segunda advertência na partida por calçar adversário na disputa de bola impedindo um ataque promissor. Após ser expulso, já fora do campo de jogo, o mesmo desferiu um soco quebrando o acrílico do espaço reservado onde se encontravam integrantes da CBF”, escreveu o árbitro.

DANIEL JUNIOR – A narrativa da súmula gerou denúncia ao lateral por ofensa descrita no artigo 243-F

“Expulsei de forma direta após uma marcação de falta contra a sua equipe o mesmo vindo em minha direção gesticulando e dizendo as seguintes palavras "foi falta filho da p***" me senti ofendido em minha moral e honra, cabe lembrar que o atleta saiu de campo normalmente”, constou na súmula.

GONZALO MENONI – Já o preparador físico do Cruzeiro foi denunciado por reclamação desrespeitosa descrita no artigo 258, inciso II.

 “De forma acintosa, chutando o microfone da transmissão da partida de forma agressiva”, culminando em sua expulsão do campo de jogo.

ENRICO AMBROGINI – funcionário do Cruzeiro

O árbitro narrou que o funcionário interceptou a equipe de arbitragem, quando esta se encaminhava para seu vestiário, e proferido as seguintes palavras: "se acontecer algo de ruim aqui a culpa é de vocês, vocês são os responsáveis."

Já o Cruzeiro retornou ao gramado após o horário previsto e deu causa ao atraso de três minutos para o segundo tempo, além da narrativa de arremesso de quatro copos plásticos com líquidos no campo de jogo, em três momentos distintos da partida. O clube mineiro foi denunciado nos artigos 206 e 213, inciso III.

Diante da Comissão, o Cruzeiro juntou prova de vídeo e prova documental com quatro boletins de ocorrência com a identificação dos responsáveis pelos arremessos.

Após analisar as provas, o Subprocurador-geral Gustavo Silveira sustentou.

“Pela aplicação da súmula vinculante ao clube pelo artigo 206 e, em relação aos arremessos, entendo que se aplica a excludente do artigo 213 com boletim de ocorrência e identificação dos responsáveis pelos arremessos”, disse o Procurador, que pediu a punição dos atletas e dos demais integrantes do clube.

Representando o Cruzeiro o advogado Michel Assef Filho defendeu todos os denunciados.

“Essa denúncia longa revela exatamente como a arbitragem estava se comportando. Era um jogo que não valia mais nada ao Cruzeiro. Jogo de comemoração e começou com uma expulsão absolutamente desnecessária. Dois atletas expulsos no primeiro tempo e o ânimo vai ficando acirrado. O relato da expulsão do Enrico mostra o nível de sensibilidade do árbitro. Marcações de falta que era para ficar revoltado com o árbitro.

O Cruzeiro consta o atraso na súmula e não tem prova para elidir. Que se aplique a súmula vinculante. Ao 213 que seja absolvido pela excludente prevista.

O preparador físico o vídeo não mostra o que aconteceu antes da expulsão. Me parece que o chute no microfone foi a causa da expulsão. A defesa vem requerer que apliquem o que entenderem necessário, mas aplicando a pena mínima. O preparador sai tranquilo, o que demonstra mais uma vez o nível de sensibilidade do árbitro.

Daniel Junior faz uma reclamação, não ofendeu absolutamente ninguém e leva uma expulsão direta por isso. Essa expulsão causou todos os problemas nessa partida. Peço a absolvição em razão do exagero”, disse a defesa, que seguiu sustentando pelos atletas.

“Machado levou dois amarelos. Ele não vê o atleta chegando e recebe o segundo amarelo. O atleta sai revoltado com a marcação e bate na armação do banco de suplentes e faz uma rachadura. Pela expulsão a defesa requer a absolvição e ao segundo fato a defesa pede a aplicação da advertência.

Edu foi o expulso no segundo tempo por pedir respeito aos adversários que chutaram a bandeira do Cruzeiro. Foi muito rápido. Tendo em vista tudo que aconteceu nesse jogo, a atitude desrespeitosa do atleta do Guarani, a defesa vem requerer a absolvição”, concluiu.

Relator do processo, o auditor Carlos Eduardo Cardoso votou em seguida.

“Edu entendo configurada a infração no artigo 250 e aplico uma partida de suspensão sem conversão, tendo em vista o tumulto resultante na atitude dele.

Machado entendo que foi adequadamente denunciado na forma do artigo 184.Já tinha um amarelo por reclamação e tomou o segundo por calçar. Aplico a pena mínima de uma partida de suspensão no artigo 254. No artigo 258 pelo soco, atitude antidesportiva configurada. Aplico uma partida também, totalizando duas partidas de suspensão.

Daniel desclassifico a denúncia no artigo 243-F para o artigo 258 e aplico uma partida de suspensão.

O preparador Gonzalo o árbitro não citou as palavras ditas. Aplico uma partida de suspensão. Já o funcionário Enrico não tem que ir e se dirigir ao árbitro. Aplico a pena mínima de 15 dias de suspensão e converto em advertência.

Ao Cruzeiro no 206 voto pela multa de R$ 2,4 mil e pela absolvição no artigo 213, face a excludente prevista”, explicou o relator.

O auditor Diogo Maia divergiu do relator apenas quanto o voto ao funcionário Enrico entendendo pela punição de 15 dias sem converter em advertência. O auditor Marcelo Vieira divergiu do relator para absolver Machado da imputação do artigo 254. Ultimo a votar, o presidente Felipe Diego Barbosa votou na íntegra com o relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.