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CRU X CAM: Clubes denunciados no STJD
14/11/2019 16h11 | STJD

Divulgação / STJD
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Os problemas ocorridos no clássico mineiro entraram em pauta de julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. Na próxima quinta, dia 21 de novembro, a Terceira Comissão Disciplinar julgará o Cruzeiro pela confusão e desordem ocorridas no Mineirão, enquanto o Atlético/MG responderá pela ação de sua torcida nas desordens e por injúria racial. Expulso na partida, um gandula responderá por conduta antidesportiva na reposição da bola. A sessão está agendada para iniciar às 13h, na sede do STJD do Futebol.

Em denúncia a Procuradoria destaca que o Cruzeiro deixou e manter o local escolhido para a partida com a devida infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização, deixando que a torcida visitante, ao fim da partida, provocasse depredação, violência e invasão as áreas destinadas à torcida adversária, exclusivamente por ausência de efetivo dos seguranças. Ainda de acordo com a denúncia, em matérias jornalísticas a Minas Arena, empresa que administra o Mineirão, afirma que dos 580 seguranças privados contratados, aproximadamente 130 não compareceram ao jogo.

Para a Procuradoria o Cruzeiro cometeu infração aos artigos 211 e 213 do CBJD:

Art. 211. Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil, e interdição do local, quando for o caso, até a satisfação das exigências que constem da decisão.

Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I - desordens em sua praça de desporto. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil.

Parágrafo 1º Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas,  quando participante da competição oficial.

Parágrafo 2º Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato.

Já o Atlético/MG responderá pela conduta de seus torcedores. No entendimento da Procuradoria o clube agiu de forma temerária e reprovável na condição de visitante, sendo o real responsável pela depredação e violência ocorrida no Mineirão. Torcedores atleticanos invadiram o setor de camarote e entraram em confronto direto com torcedores do Cruzeiro, além da prática de injúria racial e cusparada contra o segurança Fábio Coutinho, um dos contratados para manter a ordem no estádio.

Pelos fatos, o Atlético/MG responderá por dupla infração ao CBJD:

Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil. 

Art. 213, inciso I, parágrafos 1º e 2º Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: I - desordens em sua praça de desporto. PENA: multa, de R$ 100 a R$ 100 mil. 

Parágrafo 1º Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas,  quando participante da competição oficial.

Parágrafo 2º Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato.

Gandula denunciado:

Na súmula da partida foi informada a expulsão do gandula Rafael de Oliveira Ribeiro Santos por “persistir na atitude antidesportiva na reposição de bola de forma rápida jogando na mão do jogador”. Enquadrado no artigo 258 do CBJD, o gandula pode ser suspenso pelo prazo de 15 a 180 dias.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.