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Coritiba: Henrique e Castán julgados
22/06/2022 12h10 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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O Coritiba defendeu os atletas Henrique e Luciano Castán no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. Denunciados pela expulsão na partida contra o Atlético/GO, Henrique foi advertido e Luciano punido com uma partida de suspensão. A decisão foi proferida na manhã desta quarta, dia 22 de junho, pela Terceira Comissão Disciplinar e cabe recurso.

Pela Série A, o Coritiba foi ao Estádio Antônio Accioly enfrentar o Atlético/GO. O clube do Paraná encerrou o jogo com dois jogadores a menos. Na súmula o árbitro narrou as expulsões de Henrique e Luciano Castán

Henrique - ”Expulso por impedir uma oportunidade clara de gol ao calçar o seu adversário de número 18 (dezoito), senhor Aírton Moisés Santos Sousa da equipe do Atlético Clube Goianiense”.

Luciano Castán - “Expulso por atingir a canela de seu adversário de número 15 (quinze), senhor Edson Fernando da Silva Gomes com as travas da chuteira com uso força excessiva na disputa da bola”.

A Procuradoria denunciou Henrique por ato desleal descrito no artigo 250 do CBJD e Luciano Castán por jogada violenta no artigo 254, II do CBJD.

Em defesa dos atletas, o Coritiba juntou prova de vídeo dos lances e ouviu o depoimento de Castán.

“Meu principal objetivo era acertar a bola. Minha intenção era acertar a bola. Era uma bola dividida, estico minha perna e o jogador dele foi mais rápido. Quando vejo que não vou tocar a bola, eu tiro toda a minha intensidade da jogada. Ele veio e me deu o amarelo e o atleta permaneceu em campo. Tirei toda a intensidade para não prejudicar o adversário. Meio que cheguei atraso, ele conseguiu ser mais rápido que eu. Minha intenção era chegar na bola e tentei tirar o contato, mas não consegui”, disse Castán.

Apesar das explicações, o Subprocurador-geral Glauber Navega manteve a denúncia.

“A Procuradoria está mantendo a denúncia. O primeiro denunciado é o clássico impedir uma oportunidade clara de gol. Ao segundo denunciado e depoente não há como descaracterizar a jogada violenta. Foi confirmado o cartão vermelho com o var, o árbitro não estava tão perto do lance e a Procuradoria mantém a denúncia por jogada violenta no artigo 254”, justificou.

O Coritiba foi representado pelo advogado Osvaldo Sestário, que iniciou a sustentação pelo atleta Henrique.

“Começo pelo Henrique, que entendo que é a típica ação que depende da interpretação do árbitro. O árbitro poderia interpretar que não era chance clara e manifesta de gol e aplicar somente o amarelo. Falta comum de jogo e acabou sendo punido pela interpretação do árbitro. Peço a absolvição do atleta”, disse a defesa, que seguiu.

“Em relação ao Luciano Castán pedimos o depoimento para explicar algumas questões. Atleta primário e, no lance, o árbitro estava perto e aplicou o cartão amarelo. Entrou o var interpretando e já houve uma nova orientação nos últimos jogos de que o var não deve interferir na partida. Venho pedir que analisem o caso como foi feito pelo árbitro em campo. Jogada rápida e que aplicou o cartão amarelo. Como dito pelo atleta e visto em vídeo, o adversário continuou normalmente na partida. Jogada sem a intenção e a defesa vem pedir a absolvição do Castán”, finalizou.

Iniciando os votos, o auditor Cláudio Diniz, relator do processo, acolheu a denúncia da Procuradoria .

“Ao meu sentir, o atleta vê que ficará cara a cara com o goleiro. Acato a denúncia e condeno o atleta Henrique a uma partida e converto em advertência. Ao atleta Luciano Castán percebo no vídeo que a intenção do atleta era buscar realmente a bola. Por um acidente de trabalho ou por habilidade maior do adversário, o atleta acabou não atingindo a bola e sim o adversário. Acato a denúncia para condenar o atleta Luciano Castán em uma partida, desclassificada a conduta para o artigo 250”, concluiu.

O voto do relator foi acompanhado na íntegra pelo vice-presidente Éric Chiarello e pelo auditor Alexandre Beck.

Presidente da Terceira Comissão Disciplinar, o auditor Luís Felipe Procópio divergiu parcialmente.

“Acompanho o voto do relator ao atleta Henrique e divirjo com relação ao segundo denunciado. Não enxerguei infração. Não houve deslealdade, não houve jogada violenta e não houve infração. Foi um acidente de trabalho. Voto pela absolvição de Luciano Castán”, explicou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.