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Comissão suspende julgamento de Itair
15/05/2019 16h12 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol iniciou na tarde desta quarta, dia 15 de maio, o julgamento do processo envolvendo o vice-presidente do Cruzeiro, Itair Machado, por descumprimento de punição imposta pelo TJD/MG. Por maioria dos votos, o dirigente teve o caso suspenso até a decisão do Pleno referente a punição aplicada no TJD/MG. Por atraso no reinício do jogo, o Cruzeiro foi multado em R$ 2 mil e o Ceará em R$ 5 mil. A decisão cabe recurso e deve chegar ao Pleno, última instância nacional.

Delegado da partida entre Cruzeiro e Ceará, Ricardo Valente Polati afirmou que teve conhecimento da punição a Itair por ter sido noticiado nos veículos de imprensa de Minas Gerais e , por isso, foi feito o relato no relatório da partida.

Em depoimento, Itair Machado afirmou que coordena o futebol do Cruzeiro há um ano e cinco meses e, em seguida, explicou sua decisão de atuar na partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

“Eu sabia que fui suspenso à noite e meu erro foi não ter consultado o meu advogado. Minha interpretação é que na quarta, dia primeiro de maio, jogo sem valor de decisão e poderia não ter ido, mas meu entendimento era que não era dia útil e que começaria a pena na quinta. Queria pedir desculpas. Não quis parecer que desrespeitei o tribunal. Tive meu entendimento e boa fé que começaria na quinta. Ninguém me disse que não poderia estar lá. Meu azar foi ter tido jogo na quarta. Quero pedir desculpas. Li a denúncia como desrespeitei o tribunal e não fiz isso. Entendo a acusação”, disse o dirigente em depoimento.

O Procurador Cláudio Mariano Peixoto sustentou a denúncia.  “Houve uma falta de compromisso com o limite exposto. Se certo ou errado há uma decisão. Se essa decisão agradou ou não ela tem que ser cumprida. Talvez se o denunciado tivesse continuado a leitura do CBJD certamente chegaria no artigo 133. No TJD havia o advogado presente e os efeitos são no dia seguinte da proclamação. Não estamos falando de times da Série D , mas de um dos maiores clubes do futebol brasileiro. Decisões erradas conduzem a aplicações de penalidades. Antes frear do que capotar, mas preferiram ir além ao invés de frear. O reflexo disso na sociedade mineira, no futebol mineiro, no futebol brasileiro. Não estamos falando de alguém sentado numa sala e sim de um ator do futebol. Ele dirige e conduz a bola desse time.  Caso grave e havia ciência da decisão, o código determina o cumprimento no dia seguinte”, concluiu.

Pelo Cruzeiro o advogado Teothônio Chermont sustentou a boa fé e a absolvição do dirigente. “O Sr Itair agiu dentro da lisura, ingenuidade, boa fé e como desconhecedor da matéria tomou a liberdade de ler um determinado artigo do código que já gerou dúvidas em advogados especializados na matéria. Ele não pode ser culpado e condenado se ele entendeu por bem seguir um artigo do código dentro da boa fé ao invés de um artigo que a Procuradoria entende como correto. Há ainda um recurso a ser julgado no Pleno. A acusação imputada é completamente desproporcional por tudo que o denunciado explicou. Só tenho a pedir a absolvição”, encerrou.

Pelo Ceará, Bárbara Petrucci defendeu o atraso constante na súmula. consta atraso de 5 minutos no reinício. a Defesa entende que prevalece os 15 minutos do Regulamento da Competição e que houve apenas 3 minutos de atraso.

Logo após as sustentações, o Auditor José Nascimento votou para multar o Cruzeiro em R$ 2 mil por dois minutos de atraso, multar em R$ 5 mil o Ceará por cinco minutos de atraso e aplicar suspensão de 90 dias e multa de R$ 10 mil ao vice-presidente Itair Machado por descumprimento de decisão da Justiça Desportiva.

O Auditor Vanderson Maçullo e Gustavo Teixeira acompanharam nas multas aos clubes e divergiram do relator quanto ao Itair para suspender o processo por prejudicialidade externa entendendo que só poderão julgar após decisão do  recurso no Pleno.

Ultimo a votar, o presidente da Comissão, Sérgio Martinez, acompanhou a divergência para suspender o julgamento do dirigente até que se tenha uma decisão do Pleno quanto ao processo do TJD/MG.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.