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Comissão pune Rodrigo com um jogo
18/08/2017 15h42 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os Auditores da Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniram com uma partida de suspensão o atleta Rodrigo, da Ponte Preta, por empurrar o técnico Milton Mendes, do Vasco da Gama. Julgado nesta sexta, dia 18 de agosto, o atleta teve a conduta desclassificada de agressão para conduta antidesportiva e acabou punido com a pena mínima prevista. Proferida por unanimidade dos votos, a decisão cabe recurso.

O atleta Rodrigo foi denunciado por agredir Milton Mendes, técnico do Vasco da Gama com três empurrões, inclusive pelas costas, após o fim da partida entre Vasco e Ponte Preta. Apesar do fato não ter sido presenciado pela arbitragem, a mesma lançou as informações na súmula da partida, válida pela 19ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Presente no julgamento, Rodrigo afirmou não ter histórico de agressão ou expulsões em campo e prestou depoimento sobre os fatos ocorridos. Rodrigo afirmou ainda que não foi ao banco dos Vasco falar com os colegas para não haver problema, mas que foi abordado de costas pelo treinador e recebeu provocações.

“A partida foi 0 a 0 e uma das melhores partidas que fiz na Ponte. Após  partida estava conversando com ex-companheiros meus, quando na hora estava me despedindo e acabando de dar um abraço no Jean recebi uma mão no pescoço forte. Me assustei um pouco e falei tira a mão de mim com o primeiro empurrão. No empurrão foi quando se afastou e ele começou a falar: ‘eu que tirei você do Vasco, você é sem vergonha e mau caráter’. Jamais pensei em agredir alguém. Novamente ele começou a me xingar e realmente eu cheguei e perguntei fala de novo e empurrei”.

Procurador responsável pela sessão, Thiago Queiroz destacou. “Esclarecimento que muito embora conste na denúncia o pedido de punição no 254-A foi um ato contínuo com três empurrões na mesma situação.  O atleta admite que houve de fato os empurrões e não importa a razão. Ficamos numa linha muito tênue entre agressão física e ato hostil fora da disputa. A meu ver houve uma agressão, mas também entendo aqueles que entendem em ato hostil na conduta de empurrão, mas isso não afasta a responsabilidade do atleta em ser punido. O que o Milton Mendes fez ou falou não justifica a conduta do atleta”, sustentou.

Advogado do atleta, João Felipe Artioli sustentou que Rodrigo reagiu a uma provocação, porém não deve ser enquadrada como agressão. “O atleta veio por conta própria. Desde o ocorrido o atleta optou por não se manifestar até o julgamento. Em diversas entrevistas o Milton disse uma versão diferente do que aconteceu, porém tomamos como verdadeira a declaração da saída do campo diz o Rodrigo não me disse nada e eu disse algumas coisas pra ele. Por hora não foi nada amoroso e Milton acrescenta que ele é mau caráter. A intenção do atleta confirmou que era realmente para tirá-lo de perto. Além disso, o vídeo mostra que Milton está indo ao vestiário ver o Rodrigo e volta na direção do atleta. Rodrigo não foi na direção dele, não foi ao banco. Os próprios jogadores do Vasco que estavam perto não fizeram nada por entender que não havia agressividade no ato do Rodrigo. Ficou claro que não foi premeditado e não partiu do atleta. Ele tentou evitar não foi ao banco, mas o treinador do Vasco foi até ele”, finalizou.

Relator do processo, o Audito José Nascimento afirmou não ter visualizado infração por agressão. “Sobre a conduta claramente verifico que não há agressão física e sim atitude hostil com empurrão. Entendo que ninguém tem sangue de barata, mas o atleta deveria ter se virado e ido embora ou respondido de forma verbal. O atleta tem o dever de ter um comportamento maduro. Desclassifico para o artigo 258 e aplico uma partida de suspensão no caráter pedagógico”, justificou.

O Auditor Eduardo Mello acompanhou o entendimento do relator. “Nunca vi em jogo nenhum o técnico entrar em campo para retirar seus atletas após o jogo, salvo em casos de confusão.  No mínimo a conduta do técnico poderia ser tipificada no artigo 258 do CBJD. Na imagem o Milton Mendes vai primeiro no Rodrigo antes de se dirigir aos seus atletas. Houve uma provocação do treinador ao atleta Rodrigo. Acompanho um jogo no artigo 258”, disse.

Os Auditores Maurício Neves, Flávio Boson e o Presidente Rodrigo Raposo também acompanharam na aplicação de uma partida por entenderem que não houve agressão.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.