LEIA MAIS@ 06/08/2020 - 20h14 | Auditores do STJD participam de Workshop
LEIA MAIS@ 05/08/2020 - 18h05 | ENAJD realiza 1º Workshop da nova Procuradoria
LEIA MAIS@ 30/07/2020 - 15h46 | STJD: Conheça o novo Procurador-Geral, Ronaldo Botelho Piacente
LEIA MAIS@ 30/07/2020 - 14h30 | Corregedor Regional oficia TJD/PR e FPF
LEIA MAIS@ 29/07/2020 - 14h25 | STJD: Conheça o auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva

Comissão pune presidente do Minas Icesp
01/07/2020 13h21 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
a A

A Comissão Disciplinar Feminina do STJD do Futebol julgou nesta quarta, dia 1 de julho, o Minas Icesp/DF e a presidente Nayeri Albuquerque por ocorrências no Brasileirão Feminino. Por unanimidade, Nayeri foi suspensa por sete dias por declarações desrespeitosas contra a arbitragem. Já por maioria dos votos, o clube foi absolvido na denúncia por ausência de infraestrutura no estádio Bezerrão. A denúncia cabe recurso.

A Procuradoria denunciou Nayeri Albuquerque e o Minas após a partida contra o Flamengo, pela 4ª rodada do Brasileirão Feminino. Na súmula da partida foi relatado que a presidente do clube se dirigiu a arbitragem com o dedo em riste reclamando de forma ofensiva contra o término do jogo antes dos acréscimos concedidos e afirmando que a arbitragem de Brasília sempre prejudica seu time. Ainda na súmula foi narrado um chute na porta do vestiário da arbitragem e reclamações. A arbitragem afirmou que não foi possível identificar os autores.

Em sessão virtual Nayeri prestou depoimento e falou sobre o episódio.

“Sempre fomos espelho por sermos um time exclusivo da modalidade. Único time da Série A que é totalmente feminino. A gente preza pelo respeito. Sempre respeitei a arbitragem. A arbitragem do jogo em questão sempre tivemos vínculo de amizade.  Pelo quadro da arbitragem ser curta em Brasília eles estão sempre nos nossos jogos. Criamos um elo de amizade e respeito. Em nenhum momento fui ao encontro para ofender. Nos encontramos no túnel e tivemos poucos segundos de conversa. Me dirigi e falei de uma forma respeitosa e não citei que eles sempre prejudicam. Disse que a arbitragem de Brasília precisaria de profissionais de mais preparo e que deram seis minutos de acréscimo e usaram apenas quatro, mas proferi ao delegado da partida e não para a arbitragem. Em nenhum momento xinguei ou desrespeitei”, disse a presidente do Minas Icesp.

Procuradora da Comissão Feminina, Priscila Japiassú destacou que o testemunho da denunciada confirmou a denúncia.

“A denunciada declarou que proferiu palavras para a equipe de arbitragem e o dedo em riste não obriga que esteja perto. Ela poderia estar longe e gritando com o dedo em riste. Ressalto que o acréscimo foi devido a hidratação das atletas e não cabe nenhum questionamento. A figura do árbitro é quem comanda o jogo e não cabe a mais ninguém cronometrar o jogo. Com relação a questão de segurança, as atletas passam pelo túnel e não consta quem chutou a porta, mas ficou claro que faltou segurança do clube. Houve a tentativa de intimidar a arbitragem. A Procuradoria reitera todos os pedidos formulados na denúncia requerendo as condenações”, encerrou.

Defensora do Minas Icesp, Natália Albuquerque sustentou em favor do cube e da presidente.

“Foi juntado aos autos a declaração da Federação sobre a conduta da Nayeri nos últimos anos. Não há prova que colocou dedo em riste. A denunciada deixou claro que não foi em busca da arbitragem e sim se encontraram no corredor. A denunciada fez uma observação e foram colocações desvinculadas de ofensa a honra ou desrespeito. Não houve afronta. Com relação a segurança do clube, o contrato enviado comprova a contratação da segurança privada, bem como ofício, fotos, vídeos, demonstram que o clube não deixou de proporcionar essa segurança. As ofensas colocadas na denúncia, a torcida fica acima desse local do túnel. Algum tipo de manifestação da torcida poderia ser ouvida sem ao certo poder se comprovar que veio por parte da comissão.

Após as sustentações, a relatora do processo, auditora Desirée Emmanuelle Santos proferiu seu voto.

“A denunciada disse que se dirigiu aos árbitros. Há momentos e lugares de se expressar. Naquele momento foi o momento inadequado pela situação em que o clube estava. A liberdade de expressão tinha um limite e entendo que foi extrapolada. Por tudo isso não consigo absolver. Levo em consideração a primariedade e as documentações trazidas. Desclassifico o artigo 243-F para o 258, inciso II e aplico 15 dias de suspensão a Nayeri na forma do artigo 182 que reduz pela metade. Ao clube Minas, mandante, vi que haviam seguranças. Entendo pela desclassificação do artigo do artigo 211 para o artigo 213, inciso I por entender pela desordem. Condeno o clube em R$ 200 por infração ao artigo 213, inciso I do CBJD”, explicou.

A auditora Mariana de Brito acompanhou a relatora na punição a Nayeri e divergiu para absolver o clube Minas Icesp. “Absolvo o clube por entender que não houve ausência de infraestrutura”.

A auditora Juliana Camões acompanhou a relatora na íntegra, enquanto a presidente Giseli Amantino acompanhou o voto divergente para absolver o clube Minas Icesp.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.