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Comissão absolve lateral do Londrina
18/05/2022 11h19 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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Os auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol absolveram o lateral Watson, do Londrina. Denunciado por jogada violenta na Série B, o jogador foi julgado nesta quarta, dia 18 de maio, e absolvido, por maioria dos votos. A decisão cabe recurso ao Pleno, última instância nacional.

Watson recebeu o segundo amarelo na partida contra o Vila Nova, em partida realizada em 29 de abril. Na súmula o árbitro narrou o motivo por entrada temerária no adversário na disputa de bola.

A Procuradoria denunciou o lateral por jogada violenta descrita no artigo 254 do CBJD.

Em sessão o auditor Alexandre Beck fez a leitura do processo e lembrou que Watson foi advertido em 28/11/21 e, portanto, não é primário.

Após exibição da prova de vídeo juntada pela defesa, o Procurador George Ramalho sustentou a denúncia.

“A prova trazida pela defesa não é capaz de anular ou trazer outra interpretação para o que foi narrado na súmula. Como se percebe na jogada não é um lance normal e razoável de jogo. Houve sim um comportamento temerário com um carrinho. Embora não tenha lesionado o adversário, ele assumiu o risco. O artigo diz que, mesmo sem a intenção de causar dano, ele assume o risco de fazer”.

Defensor do Londrina, o advogado Eduardo Vargas pediu a absolvição do jogador destacando a ausência de infração disciplinar na conduta de Watson.

“Caso bastante simples e ouso divergir da Procuradoria por entender que não se trata de infração disciplinar. A súmula traz em dois momentos jogada temerária. O Londrina traz os lances que ensejaram as duplas advertências que são duas situações de jogo e faltas táticas. A primeira nem falta foi. O segundo lance foi jogada de zagueiro. Ele deu o carrinho visando apenas a bola. O atacante chegou um milésimo na frente, o zagueiro estava escorregando e acabou chegando no adversário. Ele perdeu o tempo da bola e acabou cometendo uma falta que ensejou o cartão amarelo. Se fosse uma situação mais gravosa certamente teria aplicado diretamente o cartão vermelho. Nenhuma das duas faltas teve o condão de aplicar o vermelho direto ao atleta. Zagueiro mas não é um jogador que tem na sua essência o jogo grave ou violento. A defesa pede a absolvição entendendo que não está configurada uma infração disciplinar”, defendeu.

Relator do processo, o auditor Alexandre Beck acolheu a tese defensiva.

“Entendo que, de fato, não se configurou uma infração disciplinar. O árbitro não trouxe informações acerca de uma conduta violenta e, no entendimento desse julgador, as duas condutas que geraram cartão amarelo não foram infração. Nesse sentido, meu voto é pela absolvição do atleta”, votou.

Vice-presidente da Comissão, o auditor Éric Chiarello divergiu.

“Entendo que o segundo lance houve uma certa desproporcionalidade e falta excessiva. Vou aplicar uma partida de suspensão no artigo 254”, justificou.

O auditor Rodrigo Raposo acompanhou a divergência.

“Verifiquei a jogada e o segundo lance foi um carrinho lateral em que chegou atrasado e pegou o atleta adversário. Diante da impossibilidade de aplicar a pena de advertência, aplico uma partida de suspensão”, concluiu.

Já o auditor Cláudio Diniz acompanhou o relator.

“Não me sinto confortável em condenar o atleta em situações semelhantes a essa. Entendo e compreendo a divergência, mas no caso concreto não vislumbro a ocorrência da infração e voto com o relator pela absolvição”, disse.

Presidente da Terceira Comissão, o auditor Luis Felipe Procópio, desempatou a votação.

“Também acompanho na absolvição por não entender como infração disciplinar. Não houve temeridade. Absolvo”, finalizou.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.