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Comissão absolve Bragantino por ato discriminatório
30/09/2019 12h53 | STJD

Divulgação/ STJD
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A Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva absolveu o Bragantino, por unanimidade, por praticar ato discriminatório na partida contra o GE Brasil, realizada no dia 31 de agosto, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador Willian Formiga, da equipe adversária, foi punido com advertência por assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva.

De acordo com a súmula da partida, aos 30 minutos do primeiro tempo, o goleiro Carlos Eduardo informou ao árbitro que havia ouvido as seguintes palavras por parte da torcida: “Negão de m... do ca...”. O relato informa ainda que nenhum outro atleta ou membros da arbitragem conseguiram escutar as palavras proferidas.

Por conta da infração, o Bragantino acabou denunciado no artigo 243-G - praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência – do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A pena variava de multa de R$ 100,00 a R$ 100 mil.

Em sua sustentação, além de apresentar prova de vídeo, a defesa do clube paulista trouxe o depoimento do assessor de imprensa Lucas Betini. No relato, o profissional disse que o clube se preocupa em coibir qualquer tipo de discriminação e que, inclusive, tem um trabalho nas redes sociais de prevenção e inclusão de minorias. Segundo Betini, a agremiação também faz questão de orientar o locutor da partida para que ele lembre ao longo do jogo pontos importantes como esse.

Depois, o advogado Américo Espallargas fez questão de enaltecer o trabalho interno que é feito pela empresa gestora do clube.

“O Bragantino queria trazer à reflexão a questão da agenda positiva do clube. O clube condena qualquer ato discriminatório. Tanto é assim que, sob a nova administração, já adota desde o início da Série B campanhas de igualdade. Trazendo para o caso em si, a própria súmula relata que foi um caso isolado de um dos torcedores. O relato do funcionário diz que fomos atrás dos profissionais da imprensa para entender melhor, e o próprio arbitro e jogadores relatam que não escutaram os gritos. Depois, o goleiro deu uma entrevista minimizando o caso e dizendo também que foi um fato isolado. O entender da defesa nesse caso é que o Bragantino tomou, antes e depois, todas as medidas necessárias para coibir qualquer ato. Dado o bom histórico do clube, a defesa pede absolvição.”

Com base na defesa apresentada, o relator Gustavo Teixeira disse acreditar que o clube está fazendo um bom trabalho na luta para coibir problemas como esse. Além disso, em seu entendimento, realmente foi um caso isolado, como relatado na súmula e pelo goleiro posteriormente. Desta forma, ele absolveu o clube.

Sendo assim, por unanimidade, o Bragantino acabou sendo absolvido no artigo 243-G.

Willian Formiga advertido no 258

Consta na súmula da partida que o jogador foi expulso com segundo cartão amarelo por cometer falta tática segurando seu adversário. Por conta disso, Formiga foi denunciado no artigo 250 - praticar ato desleal ou hostil durante a partida – do CBJD.

No entanto, durante a sessão, os auditores optaram por desclassificar a denúncia para o artigo 258 - assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva -, na qual ele acabou sendo punido com advertência.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.