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Ceará pede anulação de cartão vermelho
29/04/2021 14h34 | STJD

Divulgação / Site STJD
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O Ceará ingressou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol com Cautelar Inominada pedindo a anulação do cartão vermelho recebido pelo atleta Gabriel Dias, pela semifinal da Copa do Nordeste 2021. Alegando erro de direito na errônea aplicação das regras do jogo, o Ceará pede a anulação do cartão aplicado. O pedido foi encaminhado para análise do presidente do STJD, Otávio Noronha.

Entenda o caso:

O Ceará garantiu vaga na final da Copa do Nordeste ao vencer o Vitória por 2 a 0. Aos 48 do segundo tempo, o atleta Gabriel Dias recebeu o cartão vermelho direto, aplicado pelo árbitro Zandick Gondim Alves Júnior, após ser chamado pelo VAR descrevendo o lance na súmula do jogo como conduta violenta:

“Por após sofrer uma falta, atingiu o jogador adversário de nº 17. Com as travas da chuteira no rosto, na qual causou um sangramento. Informo que após ser expulso o jogador resistiu a sair do campo, jogando a bola contra o solo e gesticulando de forma acintosa. Ao sair proferiu as seguintes palavras ao 4º árbitro. “Vão tomar no c*, não fiz p* nenhuma, jogada normal”. Informo também que o jogador atingido precisou de atendimento médico e retornou ao campo de jogo”, escreveu o árbitro.

Para o Ceará houve um erro um flagrante erro de direito e a aplicação errônea das Regras do Jogo por parte do árbitro, quando houve a aplicação do cartão vermelho após chamada do VAR, em lance já analisado pelo árbitro de campo.

“A partir do momento em que se verifica no lance que, a interpretação do árbitro estava CORRETA, o VAR, jamais poderia ter interferido no lance em comento. Sem a participação do VAR, resta indubitável que a expulsão do atleta se deu após ato que feriu diretamente as previsões contidas nas Regras do Futebol, conforme regulamentação tanto da IFAB, como da CBF.

Ainda, não há dúvidas quanto ao motivo da expulsão, visto que restou claro QUE PARTE DE UMA PREMISSA EQUIVOCADA DO ‘VAR’, que não poderia ter atuado no caso em ela – fato incontroverso.

O árbitro, somente expulsou o jogador após intervenção errônea do ‘VAR”, já que simplesmente não era lance para REVISÃO.

Desta forma, verifica-se o erro na aplicação da regra, ou seja, o erro de direito que justifica o pedido da imediata anulação do cartão VERMELHO DIRETO”, destacou o jurídico do Ceará.

O Ceará afirma ainda que a anulação se faz necessária devido o dano irreparável que terá o clube com a ausência de um dos principais atletas da equipe na final da competição, além de citar que o não acolhimento do pedido trará uma dupla injustiça ao clube: expulsão errada e suspensão automática.

A cautelar com pedido de liminar foi encaminhada para análise e despacho do presidente do STJD do Futebol, Otávio Noronha.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.