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Avaí x CRB: Marquinhos e Renan Bressan julgados
21/07/2021 13h56 | STJD

Divulgação / Site STJD
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Os auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgaram as infrações ocorridas na partida entre Avaí e CRB, pela Série B do Brasileiro. Em sessão realizada nesta quarta, dia 21 de julho, os auditores puniram o gerente Marquinhos, do Avaí, com 15 dias de suspensão por reclamação desrespeitosa contra a arbitragem e absolveram o atleta Renan Bressan, do CRB, em denúncia por jogada violenta. A decisão, proferida por unanimidade dos votos, cabe recurso.

Em sessão virtual transmitida ao vivo no site do STJD do Futebol, o Procurador da Justiça Desportiva, George Ramalho reiterou os termos da denúncia.

“Vídeo bastante claro e mostra que na hora da jogada o atleta de forma imprudente deixa o cotovelo e chega a abrir o supercílio do adversário que precisou de atendimento médico. A lesão simplesmente vem para corroborar com o emprego da força incompatível na jogada violenta. Que a Comissão condene nos termos oferecidos na denúncia”, pediu o Procurador.

A advogada Bárbara Petrucci sustentou em defesa de Renan Bressan.

“Eles estavam na disputa da bola que estava no alto. Não foi algo pensado. Os atletas quando pularam estavam disputando a bola ombro a ombro. Importante ressaltar que era disputa de bola e que futebol é um esporte de contato. Temos que observar as circunstâncias que aconteceram. O comentarista diz que era para cartão amarelo, mas o árbitro acabou dando o vermelho direto quando viu que machucou o adversário. Considerando que o atleta é primário, que não houve gravidade, que o atleta expulso saiu sem reclamar e prejudicou sua equipe ao deixar o campo ainda no primeiro tempo, a defesa requer que seja aplicado a pena mínima”, defendeu.

O advogado Osvaldo Sestário defendeu o gerente Marquinhos, do Avaí.

“A ficha disciplinar juntada é de quando era jogador de futebol e agora exerce uma nova função como gerente de futebol do Avaí. O quarto árbitro imputou ao Marquinhos essas falas, mas ele nega que tenha dito isso. Marquinhos afirma que estava assistindo ao jogo com outras pessoas e em momento algum se dirigiu ao quarto árbitro. Ele não estava no campo de jogo. Não haveria necessidade de paralisar a partida ou levar no ato. A defesa entende que não é função do quarto árbitro paralisar o jogo por um possível diálogo entre ele e alguém na arquibancada. A defesa vem requerer a absolvição do Marquinhos e, caso não seja esse o entendimento, que seja advertido.

Após as sustentações, o relator do processo, auditor Cláudio Diniz deu início aos votos.

“A ação do atleta poderia ser enquadrada como agressão em face da temeridade. Todavia ao melhor analisar a prova de vídeo, o braço de Renan Bressan encontra-se na horizontal numa clara e manifesta ação de que o fato é um acidente de trabalho.  O fato de levantar o braço por si só não se considera infração disciplinar. Rejeito a denúncia para absolver o atleta Renan Bressan. Ao dirigente Marquinhos a atitude é reprovável ao tentar ferir e desrespeitar a arbitragem. Entendo que a conduta é continuada e uma única infração disciplinar. Julgo procedente a denúncia para condenar a suspensão de 15 dias”, justificou o relator.

Os auditores Éric Chiarello, Rodrigo Raposo, Bruno Tavares, Luís Felipe Procópio acompanham o relator na íntegra.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.