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Atlético/GO multado por arremesso de copo em jogo da Série A
27/09/2022 15h03 | STJD

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Nesta terça, 27 de setembro, o Atlético Goianiense teve que se defender no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol por infrações na partida contra o Cuiabá, pela 23ª rodada da Série A do Brasileirão. Pelo lançamento de um copo com líquido no campo, o clube foi multado em R$ 2 mil. Por entrar com uniforme de cor diferente da descrita na pré-escala, o clube foi absolvido após comprovar que havia feito comunicado em tempo hábil à Diretoria de Competições da CBF sobre a mudança. E, denunciado por “ato hostil”, o zagueiro Lucas Gazal foi suspenso por um jogo. A decisão foi por unanimidade dos votos dos auditores da Segunda Comissão Disciplinar e cabe recurso junto ao Pleno.

Mandante da partida que terminou empatada em 1 a 1, no dia 21 de agosto, no Antônio Accioly, o clube goiano foi denunciado por deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir o lançamento de objetos, conforme descrito no artigo 213, III do CBJD, que prevê pena de multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O árbitro relatou a infração na súmula:

“Aos 52 minutos do segundo tempo, durante um escanteio em favor da equipe Cuiabá, no gol do lado direito das cabines de transmissões, onde estava a torcida organizada do Atlético Goianiense, foi arremessado um copo de cerveja em direção ao campo de jogo atingindo o corpo do jogador Deyverson, do Cuiabá, que se encontrava ao lado do gol. Não foi possível a identificação do autor, mas sendo visualizado que veio da torcida do Atlético Goianiense”, diz o documento.

Por entrar com uniforme de cores diferentes das informadas na pré-escala da partida, o Dragão também respondeu ao artigo 191, III do CBJD, que tem pena de R$ 100 a R$ 100 mil de multa pelo “descumprimento do regulamento”. De acordo com o artigo 26, §§ 4º, 5º e § 7º do Regulamento Geral das Competições, as equipes precisam definir o uniforme a ser utilizado até 72 horas antes das partidas.

“A equipe do Atlético Goianiense registrou na pré-escala uniforme com a camisa vermelha, mas segundo informação do supervisor da equipe, sr. Ewerton Mortosa Junior, foi autorizado junto a CBF a utilização da camisa na cor preta, alterando a informação da pré-escala. Sendo assim, o uniforme do goleiro da equipe visitante que estava cadastrado como azul marinho por completo, teve que alterar o calção e as meias pela cor branca, ficando igual os jogadores de sua equipe, para ter um contraste de cores com a equipe adversária. Sendo informado pelo supervisor, sr. Eder Chibior, do Cuiabá, que o uniforme reserva de seu goleiro era da cor preta”, diz o relato na súmula.

Na sessão de julgamento, após provas de vídeo e da fala do Subprocurador-geral Gustavo Silveira, o advogado Paulo Henrique Pinheiro defendeu o clube.

“Sobre o arremesso, fizemos questão de trazer as imagens da tribuna, que pega um ângulo um pouco maior. Por que não houve arremesso de objeto, apenas o líquido em direção. Sempre quando há algum tipo de arremesso de objeto dentro do campo, o árbitro pega o objeto e entrega o objeto físico, mas não há isso, porque apenas o líquido foi arremessado. Desse modo, entendemos que é um fato atípico, já que o líquido não pode ser caracterizado no descrito do artigo 213 e pedimos absolvição do clube. Sobre o artigo 191, os clubes fazem a inscrição dos uniformes no sistema. Quando é feito qualquer tipo de alteração, os supervisores já entram em contato direto via whatsapp e apenas informam a mudança. Quando observamos os prints juntados aos autos essa comunicação foi feita na quinta-feira, e o jogo foi no domingo. O que faltou foi a comunicação da CBF aos demais envolvidos. De qualquer modo, vimos que rapidamente a questão foi solucionada e não houve problemas para o decorrer da partida”, disse o advogado.

Após as manifestações, o relator Carlos Eduardo Cardoso votou em multar o clube pelo arremesso do copo em R$ 2 mil e absolver sobre a questão dos uniformes trocados.

“Sobre o lançamento, entendo que a imagem não revela o copo, nem o árbitro faz o sinal característico de apontar e exibir o copo. O que está na súmula é a existência de um copo. E, ainda que se levasse em consideração as razões da defesa pelo lançamento do líquido, entendo sim que é o 213, porque o líquido atinge o atleta. E nenhum atleta está ali para ser atingido por nada. Então aplico a pena de R$ 2 mil. E em relação ao artigo 191, a prova produzida pela defesa é suficiente para afastar a denúncia e absolver o Atlético-GO tendo em vista a conversa conduzida com a direção do clube e a direção da CBF”, votou o relator.

A decisão foi integralmente acompanhada pelo presidente Felipe Silva e pelos auditores Diogo Maia, Washington Oliveira e Iuri Engel.

Zagueiro julgado por “ato desleal”

Na súmula da mesma partida, o árbitro relatou que expulsou com cartão vermelho direto, aos 44 minutos do primeiro tempo, o Lucas Gazal “por segurar o adversário durante uma disputa da bola, impedindo uma oportunidade clara de gol”.

O atleta foi denunciado com base no artigo 250, inciso I do CBJD, por “praticar ato desleal ou hostil; impedir de qualquer forma, em contrariedade às regras de disputa do jogo, uma oportunidade clara de gol”, com pena de suspensão de uma a três partidas.

Após ouvir a sustentação do advogado Paulo Henrique Pinheiro, o relator Carlos Eduardo Cardoso votou em aplicar um jogo de suspensão ao zagueiro, sendo acompanhado integralmente pelos demais auditores.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.