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Athlético absolvido
03/12/2021 13h45 | STJD

Divulgação / Site STJD
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O Athlético Paranaense foi absolvido por unanimidade de votos na denúncia de desordem, invasão e lançamento de objetos, fatos ocorridos na partida com o Flamengo, pela Copa do Brasil. A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou o caso nesta sexta, 3 de dezembro, e a decisão de primeiro grau cabe recurso.

Athlético Paranaense e Flamengo entraram em campo no dia 20 de outubro, pela Copa do Brasil. Segundo o relato do árbitro, após a partida foi informado pelo chefe de segurança do estádio, Anderson Aramis, que durante o intervalo um torcedor invadiu o campo, mas foi logo retirado por seguranças e lavrado um boletim de ocorrência. Enquanto os jogadores dirigiam-se aos vestiários, um torcedor pediu e ganhou a camisa do goleiro reserva do Flamengo, Hugo Souza, e outros torcedores passaram a hostilizá-lo e jogaram a camisa no gramado, gerando um tumulto na arquibancada.

A Procuradoria entendeu que o Athlético deixou de tomar providências para reprimir desordem, objetos atirados e invasão da torcida ao campo e enquadrou o clube no artigo 213, I, II, III do CBJD.

O advogado Paulo Golambiuk ressaltou o fato do relato ter partido do próprio clube, demonstrando boa-fé.

“Quem reporta o acontecido em súmula, não é o árbitro, mas o chefe de segurança do Athlético. Isso demonstra a boa-fé do clube, pois se ele não tivesse reportado ao árbitro, não estaríamos aqui agora. Uma invasão de campo no intervalo, não vista por ninguém. O torcedor foi identificado, não causou qualquer prejuízo e ainda fez uma transação naquele momento e está proibido de entrar em um jogo do Athlético e também do Coritiba por um ano, isso tudo antes mesmo da partida terminar. Em uma segunda situação, um torcedor pede a camisa do goleiro do Flamengo e ele explica que estudou com o atleta, pediu a camiseta e teve um princípio de burburinho, nada demais, pensaram que fosse um torcedor infiltrado do Flamengo. No momento da situação, a camisa caiu no campo, não houve lançamento e tudo foi contornado muito rápido”, sustentou a defesa.

O relator José Maria Philomeno acolheu a tese defensiva e absolveu o Athlético Paranaense.

“Não vejo invasão. Entendo que foi cumprida a excludente de culpabilidade do parágrafo terceiro. Trata-se de um indivíduo, o mesmo foi contido, identificado, lavrado um boletim de ocorrência. Em relação ao arremesso, foi um fato isolado de uma camisa. Entendo que arremesso passível de punição são objetos que venham a perturbar a ordem, o andamento do jogo ou atingir pessoas. Em relação ao inciso I, esse episódio causou um certo tumulto, não temos as imagens, mas tudo indica que não foi grave e absolvo”, votou a relatoria.

Os auditores Gustavo Caputo, Alessandra Paiva e o presidente em exercício Eduardo Mello acompanharam o relator.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.