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Atacante do Sport suspenso por uma partida
10/09/2020 12h29 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol puniu o atacante Ronaldo Silva, do Sport, por jogada violenta na partida contra o Vasco. Expulso com vermelho direto, o jogador foi julgado nesta quinta, dia 10 de setembro, e punido com uma partida de suspensão. A decisão, proferida por maioria dos votos, cabe recurso.

Ronaldo Silva foi expulso na segunda rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Nos minutos finais do jogo, o VAR encontrou uma agressão de Ronaldo Silva em Bruno Gomes e acionou o árbitro principal. Após a revisão do lance, o atacante do Sport acabou expulso por uma cotovelada no volante do Vasco. Com base nos relatos a Procuradoria denunciou o atleta por agressão descrita no artigo 254-A do CBJD.

Presente no julgamento virtual o atacante falou sobre o episódio. “Jamais pensei em agredir. Na verdade foi uma disputa de jogo, uma trombada. A gente estava perdendo, o jogador tentou antecipar e fui colocar meu corpo para dominar e não perder o controle da bola. Pelo jogador ser menor que eu, meu braço acabou batendo no peito dele. O árbitro optou por me expulsar depois do VAR”, explicou.

Após ouvir o denunciado e acompanhar a prova de vídeo, o Procurador João Guilherme Guimarães Gonçalves retificou a denúncia. “Ficou nítido que a agressão foi em disputa de jogo e não fora. A Procuradoria modifica a capitulação da denúncia para o artigo 254 do CBJD. O lance parece muito claro como jogada violenta. Ato praticado em uma jogada. Nítido que ele entra na frente do outro jogador e levanta o cotovelo para acertar o adversário. Entendo que houve sim uma jogada violenta capitulado no artigo 254 do CBJD”, justificou.

Em defesa de Ronaldo, a advogada Patrícia Saleão lembrou a primariedade do atacante e pediu a reclassificação na conduta. “Diante do aditamento da denúncia para o artigo 254 a tese da defesa caminha no sentido que o atleta praticou um ato de hostilidade na disputa de bola. O atleta não faz o movimento de cotovelada que imprime uma força para atingir o adversário. Ronaldo é alto e usou o corpo para se defender na tentativa de ganhar a bola, proteger sua jogada. O árbitro se equivocou ao dizer que foi fora da disputa. O atleta atingido não precisou de atendimento médico. Ronaldo é um atleta primário com apenas uma anotação em 2013. A defesa pede a pena mínima no artigo 250”, concluiu.

O relator do processo, auditor Maurício Alexandre Neves divergiu da defesa. “Não houve chance do atingido disputar a bola. O adversário foi atingido antes de chegar na bola. O denunciado leva o corpo para trás e eleva o cotovelo. Houve um dano menor, mas a potencialidade existiu. Em respeito a voluntariedade do atleta em prestar depoimento e sua primariedade eu desclassifico a denúncia do artigo 254-A para o 254 e aplico duas partidas”, explicou o relator.

Vice-presidente da Quarta Comissão, o auditor José Cardoso Dutra Júnior divergiu parcialmente do relator. “Acompanho na aplicação da jogada violenta, mas aplico a suspensão de apenas uma partida”.

Pedindo vênia ao relator, o auditor Rodrigo Salomão acompanhou a divergência. “Entendo que, apesar da caracterização do artigo 254, não vislumbro agressividade tamanha para se aplicar dois jogos”, justificou.

A auditora Adriene Silveira Hassen abriu nova divergência. “Entendo que a capitulação que melhor se amolda é o artigo 250 e , pela primariedade, aplico uma partida”.

Presidente da Comissão, o auditor Jorge Octavio Lavocat Galvão acompanhou a maioria. “Voto pela aplicação de suspensão de um jogo capitulado no artigo 254 do CBJD”.

Por maioria dos votos, o atacante Ronaldo Silva, do Sport, foi punido com uma partida de suspensão por infração ao artigo 254 do CBJD.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.