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Ponte Preta x Cuiabá: expulsões julgadas
15/03/2017 17h12 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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As ocorrências na partida entre Ponte Preta e Cuiabá, pela segunda fase da Copa do Brasil foram julgadas nesta quarta, dia 15 de março, pelos Auditores da Terceira Comissão Disciplinar do STJD. Denunciado por provocar a torcida adversária, Douglas, do Cuiabá, foi absolvido, enquanto William Pottker, ex-Ponte Preta e atualmente no Internacional, recebeu uma partida de suspensão por conduta contrária à disciplina. A decisão cabe recurso.

Na súmula o árbitro explicou o motivo das expulsões. Douglas foi “expulso diretamente ao final das cobranças de penalidades, por ir na direção da torcida adversária comemorando a classificação, de forma provocativa, imitando um macaco, fazendo alusão a torcida da A.A.Ponte Preta, causando um pequeno tumulto sendo contido rapidamente por policiais e membros das duas equipes”.

Pottker também recebeu o vermelho direto por, segundo consta na súmula, ao final das cobranças de penalidades o atleta tentou agredir o adversário desferindo uma voadora no peito, mas não chegou a atingir.  

Em sessão de julgamentos, o Procurador reiterou os termos da denúncia que enquadrou Douglas no artigo 258-A e William Pottker no artigo 254-A.

A defesa do Cuiabá, representada pelo advogado Osvaldo Sestário, exibiu prova de vídeo do lance que gerou a expulsão de Douglas e sustentou. “Querem acabar com a alegria do futebol em um momento como esse. Já é um exagero essa expulsão, acho que o árbitro exagerou, mas não se pode punir a alegria de um atleta. Se fosse provocação a primeira reação seria da torcida e não houve. Diante da prova de vídeo produzida, a defesa vem pedir a absolvição do atleta”.

Pelo atleta William Pottker o jurídico da Ponte Preta enviou defesa por escrito afirmando que na tentativa de evitar um tumulto generalizado, Pottker correu na direção do adversário e foi interpretado pelo árbitro como uma ‘voadora’ e que não encostou no adversário.

Relator do processo, o Auditor Otacílio Araújo, justificou e, em seguida, proferiu seu voto. “ (Douglas)Fez o gol do pênalti, foi comemorar e tinha torcedores da Ponte ali. Fez uma dancinha e acho que o árbitro exagerou um pouco e, da mesma forma, não vi voadora nenhuma do atleta Pottker. Ao Douglas voto para absolver e ao Pottker desclassifico para o artigo 258 e aplico uma partida”, disse.

Segundo a votar o Auditor Jurandir Ramos votou para absolver ambos os denunciados. “Vou absolver o Douglas por achar que a intepretação do lance pelo árbitro foi errada. Em relação ao William Pottker, vou me basear na súmula. Não vi no vídeo, no tempo narrado, nenhuma infração”.

Já o Auditor Manuel Márcio Bezerra divergiu. “Não posso absolver nenhum dos dois. Acho que não houve a intenção de provocar, mas teve infração. Voto por um jogo ao Douglas e quatro partidas ao William”.

O Auditor Vanderson Maçullo votou para absolver o atleta Douglas e aplicar quatro partidas de suspensão a William Pottker. O Presidente Sérgio Martinez acompanhou o voto do relator na íntegra.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.