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Vice-presidente do Bahia absolvido
30/07/2021 13h08 | STJD

Divulgação / Site STJD
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Vice-presidente do Bahia, Vitor Ferraz foi absolvido pela Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol, nesta sexta, 30 de julho, por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. O dirigente foi denunciado em dois artigos e a decisão, que pode ser recorrida, foi unânime.

Com acesso à súmula da partida entre Vila Nova e Bahia, pela terceira fase da Copa do Brasil, no dia 1º de junho, a Procuradoria incluiu o vice-presidente do Tricolor Baiano nos artigos 258, “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva”, e 258, §2º,II do CBJD, “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”. O árbitro afirmou que no segundo tempo Vitor Ferraz estava na arquibancada e, aos gritos, reclamou da arbitragem dizendo: "dois pênaltis e tu não deu". Após ser identificado, o dirigente parou e passou a “portar-se de maneira adequada” até o final da partida.

Em depoimento pessoal, de forma virtual, o vice-presidente confirmou as palavras e afirmou não ter sido desrespeitoso.

"Toda delegação estava na arquibancada, local designado para que ficássemos, no momento teve um pênalti para o Bahia, eu reclamei dizendo ‘dois pênaltis, dois pênaltis’. No momento não fui advertido pelo árbitro, apenas depois, mas não fui desrespeitoso”, narrou Vitor Ferraz.

O advogado Milton Jordão sustentou em defesa do vice-presidente.

“É extremamente importante que essas pessoas que lidam com o futebol na prática, possam vir ao Tribunal passar o que acontece ali para relatar o que é passado pelo árbitro. Nós temos visto denúncias por qualquer motivo. Se o cidadão espirra, é denunciado. Se ele fala um ai, é denunciado. O Vitor não interferiu como torcedor. Vitor fez um comentário e por o estádio estar vazio foi possível ouvir. A fala em nada significa infração, desrespeito à arbitragem. O árbitro, que era xingado por milhares de pessoas, hoje não pode sequer alguém falar ‘não marcou o pênalti’”, disse Jordão pedindo absolvição do dirigente.

A tese defensiva foi acolhida pelo relator Gustavo Caputo e pelos auditores Vanderson Maçullo, Eduardo Mello, Alessandra Paiva e o presidente da Comissão Otacílio Araújo Neto, formando unanimidade.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.