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Vasco, presidente e técnico punidos
07/12/2018 12h56 | STJD

Daniela Lameira / Site STJD
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A Quarta Comissão Disciplinar puniu Vasco, o técnico Alberto Valentim e o presidente Alexandre Campello por infrações na partida contra o Corinthians. Os Auditores multaram em R$ 1 mil o Vasco por atraso, aplicaram 1 partida ao treinador e 15 dias de suspensão a Campello ambos por desrespeito contra a arbitragem. No mesmo processo, Vasco e Corinthians foram absolvidos por desordem e Maxi López absolvido por reclamação desrespeitosa. A decisão cabe recurso.

As infrações foram denunciadas após a partida entre as equipes realizada no dia 17 de novembro. Na súmula o árbitro informou o atraso de um minuto na entrada da equipe do Vasco, além de relatar o arremesso de cadeiras por torcedores que estavam no setor do Vasco em direção a torcida do Corinthians. Já Alberto Valentim foi denunciado por reclamação desrespeitosa e invasão de campo, enquanto Alexandre Campello e Maxi López por reclamação desrespeitosa contra arbitragem.

Em sessão o Corinthians apresentou prova documental com boletim de ocorrência com a identificação de 14 pessoas responsáveis pela quebra de cadeiras e arremessos. Na identificação, duas seriam ligadas a torcida Mancha Verde, do Palmeiras, e outras duas torcedoras do Vasco.

Subprocurador-geral da Justiça Desportiva, Gustavo Silveira ressaltou que não há a comprovação de que todos foram devidamente identificados e punidos, além de destacar que o Corinthians não tomou as cautelas necessárias como clube mandante. O representante da Procuradoria pediu ainda a condenação dos demais envolvidos pelas reclamações desrespeitosas.

Defensor do Vasco, Paulo Rubens Máximo afirmou que a súmula diz que foram arremessadas cadeiras, mas não cita número de torcedores. No entendimento da defesa houve a  identificação e está dentro do que diz a excludente do artigo. Com relação ao técnico, advogado explicou que Valentim não se dirigiu a arbitragem e que o mesmo estava indignado com sua equipe. Após o fim da partida o treinador retornou ao campo e foi se explicar sem qualquer desrespeito ou invasão. Já ao presidente Campello, o advogado pediu advertência pela reclamação e pediu a absolvição na segunda conduta e na do atleta Maxi López por não ser possível identificar na súmula a conduta de cada.

João Zanforlin, advogado do Corinthians, pediu a absolvição do clube. “ O caso do Corinthians é um problema legal. A comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem exime a entidade da responsabilidade. Em razão de estar na lei e do Corinthians ter cumprido e agido a defesa pede a absolvição. O clube fez o que poderia fazer”, disse o defensor , que avisou que o clube já comunicou o Vasco e o custo ao clube será em torno de R$ 38 mil pelas cadeiras quebradas.

Relator do processo, o Auditor José Maria Philomeno, votou para aplicar uma partida de suspensão ao técnico Alberto Valentim no artigo 258; aplicar 15 dias de suspensão ao presidente Alexandre Campello por reclamação desrespeitosa e absolver da segunda por ausência de prova na identificação; absolver o atleta Maxi López; multar em R$ 1 mil o Vasco no artigo 206; absolver Vasco e Corinthians no artigo 213.

O Auditor Adilson Alexandre Simas divergiu do relator apenas quanto a dosimetria da pena ao técnico Alberto Valentim. Pelo desrespeito aplica uma partida e pela invasão de campo para tirar satisfação após o apito final mais uma partida, totalizando dois jogos de suspensão ao treinador.

Já o Auditor Gustavo Teixeira e o presidente em exercício, Auditor Luiz Felipe Procópio, acompanharam o relator na íntegra.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.